“Coletes Amarelos” mantêm protestos

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Os “Coletes Amarelos” voltaram sábado à rua num protesto que se realiza pelo 22º sábado consecutivo, tendo Toulouse sido escolhida como a “capital” da concentração.

O protesto aconteceu a poucos dias desde que o Presidente francês, Emmanuel Macron apresentou o balanço do “Grande debate nacional”, realizado com o objectivo de criar condições para terminar a crise social que dura há já quase cinco meses.
Além de Toulouse, onde os cerca de um milhar de manifestantes começou a desfilar perto das 12h00 locais, estavam também previstas concentrações noutras cidades, nomeadamente Marselha, Lille ou Grenoble.
Na mira dos manifestantes estava também a chamada “lei contra o vandalismo”, com Priscilla Ludosky, uma das impulsionadoras das concentrações de Paris a alertar que as novas regras abrem portas para que “se possa fazer qualquer coisa” contra os manifestantes e o movimento.
Jean-Baptiste, outro dos impulsionadores, que se juntou aos manifestantes em Toulouse, optou por marcar o protesto carregando um cartaz com as fotografias de Emmanuel Macron e do ministro do Interior, Christophe Castane, onde se lia, na legenda, “Estes são os vândalos”. A lei antivandalismo foi aprovada no mês passado como resposta ao contexto de violência que tem rodeado as manifestações dos “Coletes Amarelos” e que, no início de Dezembro, ficaram marcadas pelas imagens de caos nas ruas de Paris, com carros incendiados e várias montras de lojas partidas.
A versão final da lei acabaria por ser menos ambiciosa do que pretendia o Governo, uma vez que o Conselho Constitucional rejeitou um artigo que previa proibições administrativas de manifestações que representam “ameaça grave para a ordem pública”.
No protesto da semana passada as autoridades adiantaram que o número de manifestantes rondaria as 22.500 pessoas em toda a França e as 3.500 em Paris, sendo este o nível mais baixo de participação desde Novembro.Estes números, fornecidos pelo Ministério do Interior francês, contrastam, contudo, com a contagem feita pelos manifestantes’, que elevaram o número para um mínimo de 73.420 em todo o país.
Para evitar distúrbios violentos como os registados em meados de Março, as autoridades locais proibiram concentrações nos Campos Elísios, na praça do Arco do Triunfo e numa ampla zona entre o Palácio do Eliseu, sede da Presidência da República, e a Assembleia Nacional.
“O Grande Debate Nacional” foi uma iniciativa lançada pelo Presidente francês para responder aos protestos dos “Coletes Amarelos” tendo recolhido cerca de dois milhões de propostas de mudança para o país, desde os impostos ao ambiente ou a atribuição dos apoios sociais.

Fonte: JA/LD

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