CIRGL exorta políticos na RCA a vencerem divergências

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O Presidente em Exercício da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), João Lourenço, exortou esta sexta-feira, em Luanda, os políticos e a sociedade civil centro-africana a ultrapassarem, com sentido patriótico, as divergências reais ou forjadas que ainda prevalecem naquele país.

O também Chefe de Estado angolano falava na cerimónia de abertura da mini-cimeira de Chefes de Estado, que se debruça sobre a situação de insegurança reinante na República Centro Africana (RCA).

Segundo João Lourenço, os Chefes de Estado dos países membros da CIRGL devem assumir um papel construtivo e influenciador junto das forças vivas da RCA, para que compreendam a inviabilidade da via militar para a solução do conflito, e se predisponham a aceitar o diálogo com o governo legítimo do país.

“Não podemos observar de forma passiva a situação inaceitável que se desenrola naquele país, cujo governo legítimo está inexplicável e injustamente condicionado pela resolução 2536/20, do Conselho de Segurança da ONU, no que respeita à sua função essencial de garantir a segurança e protecção das populações”, lamentou.

Para o Presidente em Exercício da CIRGL, tal situação deixa o governo legítimo numa posição de grande fragilidade, face à crescente facilidade das forças rebeldes em adquirirem armas de todos os calibres e poder de fogo.

Fez saber que a acção em prol da paz e segurança na RCA será desenvolvida em estreita cooperação com o presidente da Comissão da União Africana e com o Secretário-geral das Nações Unidas, aos quais reportará, com regularidade, o ponto de situação.

O Estadista angolano disse, por outro lado, ser necessário trabalhar para o desenvolvimento económico e social e prosperidade dos povos da sub-região.

Na sua óptica, isso só é possível se trabalharem unidos na resolução dos conflitos existentes que se arrastam por demasiado tempo.

A mini-cimeira de hoje (29) realiza-se sob iniciativa do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na sua qualidade de Presidente em Exercício da CIRGL, com objectivo de analisar questões de segurança e de estabilidade político-militar da RCA.

Pacificação da sub-região

“Queremos uma sub-região dos Grandes Lagos livre de conflitos armados desnecessários, mortes, destruição e deslocação forçada das suas populações”, vincou.

Na qualidade de Chefe de Estado, disse que têm a responsabilidade de defender a paz, a segurança e estabilidade política e social dos países que integram a sub-região.

Para si, a mini-cimeira de Luanda constitui uma oportunidade a não desperdiçar na busca dos melhores caminhos para se alcançar uma solução justa e sustentável que garanta a paz e segurança na República Centro Africaca (RCA).

Participam na mini-cimeira de Luanda, os presidentes da República do Congo e em exercício da CEEAC, Denis Sassou Nguesso, do Tchade, Idriss Déby Itno, e da República Centro Africana, Faustin-Archange Touadéra.

No encontro participam, igualmente, os representantes do Chefe do Conselho de Transição Nacional da República do Sudão, do Presidente do Rwanda, bem como os secretários Executivos da CEEAC, Gilberto Veríssimo, e da CIRGL, João Samuel Caholo.

A CIRGL tem como objectivo resolver questões de paz e segurança, após os conflitos políticos que assolaram a região, em 1994.

São membros da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, além de Angola, o Burundi, a República Democrática do Congo, República Centro Africana, Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e República do Congo.

Angola substitui a República do Congo na presidência rotativa, por um período de dois anos.

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