Cinquenta firmas angolanas estão implantadas no Quénia

0

Isso mesmo foi apurado ontem, pelo Jornal de Angola, no início da Conferência sobre Comércio e Investimento Quénia-Angola que hoje encerra, em Luanda, com a participação de cem empresas daquele país e de congéneres angolanas, além de representantes institucionais dos dois países.
O secretário de Estado para a Cooperação, Domingos Vieira Lopes, declarou à imprensa, à margem da conferência, que os participantes ponderam ofertas recíprocas com potencial para elevar a dinâmica do investimento nos dois sentidos, projectando-se incluir a Sonangol no espectro da cooperação bilateral.
O Quénia, segundo o seu embaixador em Angola, Josphat K. Maikara, iniciou recentemente a produção de petróleo em pequena escala, podendo contar com o apoio de Angola, que “já possui um vasto investimento neste sector” e uma “experiência no mundo petrolífero que pode contribuir para o desenvolvimento deste sector no Quénia”. Domingos Vieira Lopes insistiu, ao falar aos jornalistas, na viabilidade da introdução do sector mineral no universo das trocas e da cooperação bilateral, indicando que Angola também pode contar com o Quénia para a transformação de recursos como diamantes, fosfato, ouro, ferro, cobre, magnésio e outros.
O secretário de Estado também referiu o sector do turismo, que é uma área emergente em Angola, mas um dos sectores mais desenvolvidos do Quénia, dando um significativo contributo para PIB, com a entrada de turistas de quase todas as partes do mundo.
A lista dos sectores a favor dos quais o Governo e as empresas angolanas procuram cooperação no Quénia inclui a educação, mercê das universidades bem referenciadas e de um projecto daquele país que visa a construção de universidades internacionais em diversos países africanos, uma empreitada com algum avanço no Ruanda e no Sudão.
O secretário de Estado para Saúde Pública, José Cunha, informou, por outro lado, que o sector está aberto ao investimento estrangeiro, principalmente no que se refere à produção de equipamentos e medicamentos, bem como às clínicas e hospitais privados, para evitar o elevado número de mortes por paludismo e malária.
O embaixador do Quénia acrescentou que o seu país tem políticas de turismo mé-dico, um domínio em que coopera com outros países afri-
canos e que pode ser implementado em Angola.
“Temos hospitais privados com padrões internacionais e com uma vasta experiência que podemos partilhar com os angolanos nos domínios da formação de médicos. O mesmo pode acontecer no domínio da educação, onde também temos condições para receber estudantes”, disse.
Quando chegaram a Angola, na terça-feira, empresários quenianos iniciaram viagens pelo interior do país para estabelecer negócios nas províncias do Huambo, Bié, Malanje e Cuanza-Sul, onde se situam projectos que conformam a restante oferta angolana de cooperação com o Quénia, que inclui, segundo Domingos Vieira Lopes, o pescado, farinha de peixe e madeira, produtos de que há grandes procura no país da África Oriental.

Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: