Cine Baía no Lobito pode ser recuperado este ano

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O director municipal dos Assuntos Sociais do Lobito, Henrique Pascoal, garantiu, nesta terça-feira, a recuperação, ainda para este ano, da sala do cine Baía, com vista a apoiar os artistas na promoção de espectáculos.

De acordo com o responsável, a referida sala está inoperante há mais de três décadas, por isso, a Cultura tem em carteira um projecto para a sua reabertura e, com isso, a projecção novamente de filmes no Lobito.

Falando numa palestra, subordinada ao tema “O estado actual do desenvolvimento da cultura na cidade do Lobito”, por ocasião do Dia da Cultura Nacional, celebrado hoje, Henrique Pascoal defendeu a restauração deste equipamento cultural da cidade do Lobito, para o lazer dos munícipes.

Para ele, muitos artistas, principalmente do ramo do teatro, música e dança, têm dificuldades em apresentar o seu trabalho, por falta de espaços e promoção de eventos por parte dos agentes do ramo.

Segundo o interveniente, a única sala disponível para espectáculos na cidade do Lobito é o Cine Imperium, pertencente à empresa do Caminho de Ferro de Benguela, onde os artistas pagam o seu aluguer em  caso de shows com fins lucrativos.

Contudo, admitiu que muitos artistas ficam condicionados de realizar espectáculos no local, por falta de dinheiro para fazer face às cobranças efectuadas e que se destinam à manutenção dos  equipamentos para o funcionamento da sala, sobretudo o gerador.

Entretanto, ao proferir a palestra referenciada, Belarmino Amândio Ndoluka, professor da Universidade Katyavala Bwila, lançou um repto no sentido do incentivo ao turismo cultural no Lobito, começando por um espaço a céu aberto na cidade, como as antigas locomotivas a vapor do CFB e outros equipamentos centenários.

O único monumento histórico classificado na cidade do Lobito é a fortaleza de São Vicente, na comuna do Egipto-Praia, situada a 35 quilómetros a norte do município.

A 30 quilómetros de Benguela, a cidade do Lobito conta ainda com o Cine Flamingo, praticamente em ruínas, e Nimas 500, este que se encontra em completo estado de degradação e abandono. Nos anos 80 e 90, estes espaços exibiam filmes de acção e comédia, até serem fechados.

Fonte: Angop/LD

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