Cinco mitos e verdades sobre a fertilidade masculina e feminina

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O ginecologista Dr. Joji Ueno, diretor clínico da Clínica Gera e especializado em reprodução assistida, esclarece algumas dúvidas sobre a fertilidade do homem e da mulher. Ora veja:

Radioterapia e quimioterapia podem gerar infertilidade?

Verdade. As células reprodutivas sofrem alterações genéticas com o uso das terapias para combater o cancro. Para evitá-las, é importante extrair e congelar os óvulos e o esperma.

Um aborto natural pode diminuir as probabilidades de engravidar?

Mito. A interrupção de uma gravidez, por si só, quando ocorre naturalmente, não atrapalha as novas gestações.

No entanto, se estas interrupções forem recorrentes, a mulher pode sofrer de alguma malformação uterina, ou ainda, alterações inflamatórias/infecciosas como a endometrite crónica, miomas submucosos, disfunções imunológicas e trombofilias. Uma boa investigação com exames adequados como histeroscopia diagnóstica, ressonância magnética, ultrassonografia 3D, histerossonografia e exames de sangue podem levar ao diagnóstico correto. O tratamento do aborto natural pode levar a danos no interior do útero, por isso, é importante procurar o seu ginecologista de confiança quando o aborto ocorrer.

A obesidade atrapalha a fertilidade?

Verdade. Nas mulheres, a obesidade causa disfunções hormonais importantes que prejudicam o ciclo menstrual e a ovulação. Já nos homens, altera o metabolismo e interfere diretamente com a mobilidade e a forma dos espermatozoides, que têm a sua capacidade de fecundação diminuída.

Ovários poliquísticos podem impedir que a mulher engravide?

Mito. A Síndrome dos Ovários Poliquísticos (SOP) pode provocar a falta de ovulação e, consequentemente, a infertilidade. Mesmo assim, a mulher com SOP, que deseja engravidar, pode ser tratada de várias formas: desde a relação sexual programada, à inseminação artificial. Há mulheres que, mesmo com a doença, engravidam naturalmente.

O excesso de exercício físico pode deixar as mulheres estéreis?

Verdade. O excesso de exercício físico e a adoção de uma dieta pobre em gorduras, somados à alta carga de stress físico e emocional, podem provocar amenorreia, isto é, a total ausência de menstruação. Esse conjunto de fatores alteram a produção hormonal. Além disso, como forma de defesa natural do organismo, que está carente de nutrientes para a sua própria sobrevivência, a ovulação pode ser interrompida.

Fonte: Lifestyle/BA

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