Cientistas descobrem proteína que pode rejuvenescer o sangue e prevenir doenças cardíacas

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Em um estudo publicado pela revista EMBO, pesquisadores na Alemanha afirmaram ter descoberto uma proteína que pode rejuvenescer o sangue e prevenir o envelhecimento, despertando, mais uma vez, esperanças da “vida eterna”.

 

Os cientistas afirmam que a descoberta poderia trazer uma série de benefícios para saúde, incluindo a prevenção de doenças cardíacas, de acordo com informações do Daily Mail. A proteína em questão, chamada de osteopontina, poderia ser à base de remédios, que serviriam para prevenir o envelhecimento. “Se pudermos traduzir isso em um tratamento, poderíamos tornar o sangue velho, jovem novamente”, disse o autor do estudo Dr. Hartmut Geiger, da Universidade de Ulm, na Alemanha.

Para o estudo, os pesquisadores consideraram a medula óssea de ratos. Eles descobriram que os roedores mais velhos sofriam pela redução dos níveis de osteopontina, uma vez que as células-tronco sem a proteína tendiam a envelhecer mais rapidamente quando injetadas nos animais. Por outro lado, essas células-tronco envelhecidas que eram misturadas à proteína começavam a se comportar como suas contrapartes mais jovens. Especificamente, os cientistas foram capazes de produzir glóbulos brancos mais rapidamente, capacidade que, de modo natural, é perdida pelo envelhecimento.

 

A ciência já tinha conhecimento de que os glóbulos brancos e vermelhos, que são produzidos pelas células-tronco da medula espinhal, se esgotam conforme a velhice se aproxima. Tal assunto já foi até mesmo tratado nas páginas de um dos romances de terror gótico mais conhecido do mundo: Drácula. A transfusão de sangue “novo”, conhecida como “terapia vampírica”, já foi associada a diversos benefícios de saúde, incluindo reparação rápida do tecido muscular, do fígado e cérebro.

Por outro lado, cientistas de Harvard, descobriram que, embora o sangue jovem possa melhorar a saúde, ele não melhora as células cerebrais associadas à memória e aprendizado. Eles sugeriram que uma proteína antienvelhecimento, a GDF-11, se esgota no sangue dos ratos à medida que envelhecem. Logo, isso poderia explicar o rejuvenescimento visto no estudo alemão.

Os pesquisadores afirmam ainda estarem em busca de maiores evidências, considerando que o sangue de uma pessoa pode ser rejeitado por outra, deixando-a em risco de falência múltipla dos órgãos. Tal risco ainda lança dúvidas se os experimentos feitos em ratos de fato poderiam funcionar em seres humanos.

Jornalciência/BA

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