Cientistas da Coreia do Sul dizem que novo coronavírus não pode infetar a mesma pessoas duas vezes

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o tema da imunidade ainda gera dúvidas na comunidade científica mas os cientistas do Centro para Prevenção e Controlo de Doenças da Coreia do Sul acabaram de publicar as suas conclusões sobre se podemos ou não ser infectados uma segunda vez com este novo coronavírus e a conclusão é um sinal de esperança: não, não podemos. Pelo menos não até o vírus sofrer mutações significativas.

Depois de mais de 200 pacientes que já tinham estado doentes terem voltado a testar positivo para covid-19, tanto na Coreia do Sul como também na China e no Japão, o mundo ficou em alerta mas as análises genéticas conduzidas por este instituto provam que o vírus não sofreu ainda mutações suficientes para infectar de novo alguém que já tenha sofrido da doença.

Os cientistas acreditam que os resultados positivos se devem falhas no sistema de testes porque o método usado para detectar o coronavírus, chamado Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), não é capaz de distinguir entre material genético de um vírus ainda infeccioso e os fragmentos de vírus “mortos” que podem permanecer no corpo muito tempo depois que uma pessoa se recupera. Os pequenos resquícios de vírus que essas pessoas curadas ainda teriam nos seus sistemas não são suficientes nem para infectar terceiros nem para deixar o portador novamente doente.

A explicação foi revelada em conferência de imprensa por Oh Myoung-don, médico do Hospital da Universidade Nacional de Seul, depois de vários jornalistas terem pressionado o governo nas últimas semanas para que revelasse que estudos estavam a ser feitos às pessoas que tinham tido testes positivos já depois da cura.

Como explicou o mesmo especialista, citado pelo Korea Herald, “o processo pelo qual este vírus se reproduz ocorre apenas nas células hospedeiras e não se infiltra no núcleo”. Alguns vírus, como o vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou o vírus da varicela, “podem integrar-se da genética do doente porque entram no núcleo das células humanas, onde podem permanecer latentes ao longo de anos e depois “acordar” mas o coronavírus não é um desses vírus”, confirmou Oh Myoung-don

Expresso

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