Cientistas criam pílula de insulina que pode diminuir os níveis de açúcar em diabéticos

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Pesquisadores anunciaram que uma pílula de insulina conseguiu reduzir os níveis de glicose no sangue de 180 pacientes com diabetes do tipo 2.

O facto é que antes disso assumia-se que a insulina não sobreviveria aos sucos digestivos do estômago, de modo que, não poderia ser usada via oral – daí a dependência das injeções de insulina. Contudo, nesse novo estudo, pela primeira vez, os cientistas sugeriram que, com a dosagem certa, os comprimidos podem realmente funcionar.

Se esse ensaio for repetido e verificado em outros adicionais, as pílulas de insulina poderiam diminuir ou substituir as injeções para os pacientes com diabetes do tipo 2. Os fabricantes responsáveis por esse promissor tratamento –uma empresa israelense pequena chamada Oramed Pharmaceuticals Inc– disseram estar enviando os resultados para revisão.  Os novos comprimidos funcionam por meio de um revestimento de proteção e uma dose suficiente de insulina. Assim, a maior parte dele pode ser destruída pelo trato digestivo e ainda fornecer uma quantidade benéfica de hormônios na corrente sanguínea.

A diabetes do tipo 2 está associada a uma constante luta travada pelo organismo para regular os níveis de glicose no sangue. As células do pâncreas não produzem insulina suficiente após as refeições. Essa condição pode estar associada ao estilo de vida e fatores genéticos,mas muitas vezes pode ser controlada sem a necessidade de injeções. Estima-se que cerca de 90% das cerca de 400 milhões de pessoas no mundo com diabetes possuam a de tipo 2.

O estudo em questão levou 28 dias. Os pesquisadores da Oramed testaram 180 pacientes com diabetes tipo 2 que já não estavam respondendo adequadamente à metformina – medicamento de primeira linha dado às pessoas quando são diagnosticadas com a doença. Assim, antes de dormir, eles ingeriram a pílula de insulina – que tem sido chamada de ORMD-0801 – ou um placebo, e seus níveis de glicose durante a noite eram monitorados. Os que receberam a insulina oral tiveram uma redução de glicose de cerca de 6,5% em comparação com o grupo de placebo.

Conforme relatado pelos pesquisadores, não houve efeitos secundários graves, tampouco quedas bruscas de níveis de açúcar no sangue. Segundo a empresa, apesar do resultado ser promissor para a diabetes do tipo 2, ainda não há propostas semelhantes para os casos de tipo 1. Nesses casos, a doença é autoimune, o que significa que o sistema imunológico ataca as células beta do paciente, fazendo com que os níveis de açúcar subam ou desçam de forma imprevisível.

Contudo, ainda há esperanças para diabéticos do tipo 1. Recentemente, um grupo de pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, desenvolveu uma espécie de adesivo que funciona como um pâncreas artificial e pode simplesmente ser preso ao braço para regular os níveis de açúcar no sangue sem dor ou injeções.

 

Jornalciência/BA

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