Cientistas chamam atenção da humanidade para ameaça ao resgate climático

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Cientistas da Áustria, França, Inglaterra, Alemanha e Suíça chegaram à conclusão que o derretimento do permafrost (camada de solo permanentemente congelada) e a emissão de carbono – devido ao degelo – reduziram o orçamento de dióxido de carbono a quase zero.

Segundo estudo publicado na revista Nature Geoscience, exceder o volume de emissões de gases do efeito estufa poderia causar inevitavelmente uma catástrofe climática.

O orçamento de emissões de dióxido de carbono é a quantidade permitida de CO2 que pode ser liberada dentro de um período de tempo para não exceder o nível de aquecimento global estabelecido até o final desse período.

De acordo com o Acordo de Paris, assinado em 2015, para que cenário catastrófico de mudança climática seja evitado, o aumento da temperatura média deveria ser limitado a 1,5°C, enquanto que a emissão não deve ultrapassar 550 gigatons de dióxido de carbono.

Cientistas analisaram a influência da emissão de CO2 e metano (causado pelo derretimento do permafrost) sobre o orçamento de emissões. Os resultados mostraram que a liberação de 2.320 gigatons de CO2 chegaria ao limite do aumento de temperatura, ou seja, 1,5°C, enquanto que 3.230 gigatons ultrapassaria o limite em 2°C.

Tendo em conta o derretimento do permafrost, esses indicadores são reduzidos em 30 e 60 gigatons, respectivamente. Ao mesmo tempo em que o orçamento de emissão permissível é reduzido ainda mais — em 60 e 100 gigatons, respectivamente.

Às vezes, permite-se um aumento temporário nos valores definidos, mas que deve ser seguido por uma diminuição. No entanto, no cenário em questão, o derretimento do permafrost levará a uma redução no orçamento de emissões em 16%. Se o limite for excedido em 1°C, o orçamento de emissão diminuirá em 25%, enquanto que para um limite de 1,5°C, o orçamento de emissões é reduzido de 10 a 100%.

Desse modo, a ultrapassagem dos limites é a estratégia mais arriscada da atualidade, além de estar quase completamente esgotada. Hoje em dia está sendo realizado o cenário de ultrapassagem do limite, portanto, os cientistas concluem que a humanidade deve ir se acostumando, pois é impossível voltar atrás, ou seja, a um nível seguro de aquecimento.

Fonte: Sputnik / EB

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Sobre o autor

Eliseu Augusto Botelho é jornalista da Televisão Pública de Angola desde Dezembro e 1999. Foi editor do 1º Jornal e do Jornal Nacional, ambos na TPA2 e Coordenador do Jornal da Tarde e co-coordenador do Telejornal, ambos na TPA1. Já foi chefe de redacção do Centro de Produção da TPA em Caxito-Bengo. Actualmente exerce a função de jornalista na Direcção de Multimédia da TPA, cuja tarefa é gerir os conteúdos publicados nas várias páginas do facebook da estação e no seu site oficial. Tem o curso médio de Jornalismo do IMEL e várias formações em Angola e Portugal com professroes, Angolanos, Brasileiros e Portugueses. É licenciado em Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Relações Internacionais, afecto ao Ministério das Relações Exteriores da República de Angola.

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