Cientistas americanos e russos estudam envio de sonda para Vênus

0

Representantes da NASA e cientistas russos se reunirão esta semana no Instituto de Pesquisas Espaciais em Moscovo para esclarecer os problemas científicos de Vênus-D, uma missão conjunta a Vênus, de acordo com o Laboratório de Propulção a Jato da NASA, anunciou a Sputnik, na sua edição de segunda-feira, 13.

“Vênus é frequentemente chamado de “planeta irmão” da Terra, mas nós não sabemos quase nada sobre ele, incluindo se houve vida e água líquida em sua superfície no passado. Se compreendermos como funcionam os vários processos em Vênus e Marte, nós teremos uma imagem mais completa de como os planetas semelhantes à Terra evoluem, saberemos o que aconteceu, o que está acontecendo e vai acontecer na Terra”, disse Jim Green, chefe do departamento de paleontologia da NASA.

No início de novembro, começaram a aparecer informações na mídia de que a NASA e cientistas russos estariam considerando a opção de implementação conjunta da missão Vênus-D, que foi excluída do Programa Espacial Federal da Rússia para 2016-2025 anos devido a cortes nos orçamentos do sector espacial.
A agência russa cita o acadêmico Lev Zeleny, diretor do Instituto de Pesquisas Espaciais, que descreveu que os representantes da NASA manifestaram interesse em participar na criação de uma estação de ‘longa duração´ em Vênus, que será capaz de explorar a superfície e a atmosfera do planeta. Em outubro do ano passado, como observou o cientista, foi criado um grupo de trabalho conjunto, cujo principal objectivo foi a avaliação da possibilidade de realização da missão neste formato e a definição de áreas de responsabilidade da Rússia e dos Estados Unidos.

Nesta semana haverá outra reunião de cientistas russos e americanos, engenheiros e funcionários, durante a qual as partes finalizarão os objectivos científicos da missão e determinarão seus contornos gerais. De acordo com os planos atuais da NASA e do Instituto de Pesquisas Espaciais, a Vênus-D vai trabalhar na órbita de Vênus durante pelo menos três anos, devendo fazer pousar uma sonda em sua superfície e também lançar um drone de bateria solar na atmosfera superior da “estrela da manhã”.

“Se você olhar para o Sistema Solar em geral, a Terra e Vênus são quase indistinguíveis um do outro, tendo tamanho e composição semelhantes. No âmbito desta cooperação, gostaríamos de saber como nasceu o forte efeito de estufa existente em Vênus hoje”, disse David Senske, chefe do lado americano da comissão do Laboratório de Propulção a Jato

A última grande reunião da comissão teve lugar em outubro, e os cientistas disseram que as suas propostas seriam apresentadas à direção das agências espaciais e ao público interessado no final de janeiro. Em maio, de acordo com os planos actuais da Comissão, será desenvolvida e publicada uma lista de instrumentos com quais a sonda e o drone serão equipadas.

Na melhor das hipóteses, a Vênus-D vai para o espaço em 2025 ou 2026, mas tudo vai depender, como observa Senske, da vontade e da capacidade do lado russo, bem como da inclusão da Vênus-D no programa espacial federal.

Fonte: Sputnik / EB

Share.

Deixar uma opinião

%d bloggers like this: