Chuva volta a inundar a pediatria do Sumbe

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O Hospital Pediátrico do Sumbe, na província do Cuanza-Sul, voltou a inundar, pela terceira vez, devido à chuva intensa registada na noite de terça-feira.

Os cento e vinte e seis pa-cientes que se encontravam internados na referida unidade hospitalar foram transferidos de emergência para o Hospital Geral “17 de Setembro”.
A directora da referida unidade hospitalar, Andresa Diogo Sachionga, considerou ontem a situação de preocupante, uma vez que as áreas do bloco operatório, salas de radiologia, hemoterapia e de tac estão inundadas, com consequências graves para os equipamentos instalados.

“Estamos a viver uma situação preocupante, que ultrapassa as nossas capacidades de actuação, uma vez que os doentes foram transferidos, mas os equipamentos podem-se deteriorar, por causa da água”, disse, para quem a colocação das crianças transferidas nas salas improvisadas constitui outro risco, que interfere na rápida melhoria dos doentes.

Acrescentou que, além dos doentes internados por patologias como malária, doenças diarreicas, respiratórias e anemia, a transferência inclui também os meios de apoio, como camas, aparelhos de RX, microscópios, secretárias, cadeiras e outros.

O Hospital Pediátrico do Sumbe, construído em 2005, com a categoria de Hospital Municipal do Sumbe, funciona com 11 médicos e 91 enfermeiros.
O vice-governador para os serviços Técnicos e Infra-estruturas, Demétrio Selpúveda, fala em má projecção do local para a construção de uma infra-estrutura da dimensão de unidade hospitalar.

“Estamos perante uma situação que denota má projecção do local para a construção de hospital”, disse, salientando que “o que se pode fazer é construir uma outra unidade de referência, para o atendimento condigno das crianças.”

A chuva de terça-feira afectou também o Serviço de Bombeiros e o Instituto Médio Politécnico do Sumbe.

Fonte: JA/LD

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