Chegada do homem à lua faz 50 anos

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Celebra-se hoje 50 anos desde que o homem pisou a lua pela primeira vez, com Neil Armstrong, secundado, minutos depois, por Aldrin, marcando o início de uma era de conquista do espaço, mas que ainda não deu resposta a uma das perguntas mais antigas da ciência: haverá vida fora da terra?

Essa conquista, no entanto, foi antecedida por Laika, a cadela russa que se tornou no primeiro ser vivo a orbitar a terra, em Novembro de 1957, a bordo da nave soviética Sputnik, um mês depois do lançamento do satélite Sputnik 1, o primeiro objecto artificial a entrar em órbita.

Na sequência da corrida para a demonstração de quem era a maior potência mundial entre os soviéticos e os estado-unidenses, fruto das lutas ideológicas, tendo como expoente a guerra fria, a 12 de Abril de 1961, Yuri Gagarin, então com 27 anos, tornou-se o primeiro homem a ser lançado ao espaço, tripulando a nave Vostok 1

Oito anos depois, isto a 20 de Julho de 1969, o voo espacial tripulado norte-americano, “Apollo 11”, pousou na Lua.

Neil Armstrong e Aldrin ficaram perto de duas horas e quinze minutos fora da espaço-nave e recolheram 21,5 quilogramas de material para trazer à Terra.

Michael Collins pilotou sozinho o módulo de comando e serviço Columbia na órbita da Lua enquanto seus companheiros estavam na superfície.

Armstrong e Aldrin passaram um total de 21 horas e meia na Lua até reencontrarem-se com Collins.

A missão foi lançada por um foguete Saturno V do Centro Espacial John F. Kennedy na Flórida às 13h32min UTC (Tempo Universal Coordenado), tendo sido a quinta missão tripulada do Programa Apollo da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA).

A nave Apollo era formada por três partes: um módulo de comando com uma cabine para três astronautas, a única parte que retornou para a Terra; um módulo de serviço, que apoiava o módulo de comando com propulsão, energia eléctrica, oxigénio e água; e um módulo lunar dividido em dois estágios, um de descida para a Lua e um de subida para levar os astronautas de volta à órbita.

Os astronautas foram enviados em direcção à Lua pelo terceiro estágio do Saturno V, separando-se do resto do foguete e viajando por três dias até entrarem na sua órbita. Armstrong e Aldrin então foram para o Eagle, pousaram em Mare Tranquillitatis e passaram um dia na superfície.

Os astronautas usaram o estágio de subida do módulo lunar para saírem da Lua e acoplarem com o Columbia. O Eagle foi abandonado antes de realizarem as manobras que os colocaram em uma trajetória de volta para a Terra. Eles retornaram em segurança e aterraram no Oceano Pacífico em 24 de Julho após oito dias no espaço.

O contacto da nave com a lua foi transmitido ao vivo mundialmente pela televisão. Armstrong pisou na superfície lunar e falou: “É um pequeno passo para um homem, um passo gigante para a humanidade”.

A Apollo 11 encerrou a Corrida Espacial. Os três astronautas foram recebidos com enormes celebrações nos Estados Unidos e pelo mundo, com condecorações e homenagens.

O programa resultou em novas tecnologia. A missão tripulada era revestida de grande importância na corrida espacial. Significava a esperança dos EUA em reverter o seu atraso frente ao programa espacial soviético.

A realização sensibilzou a humanidade sobre a necessidade da conquista de desafios cada vez maiores para o bem comum.

Hoje, graças à necessidade insaciável do homem de obter respostas dos variados fenómenos que ocorrem na terra, na via láctea e em outras galáxias, sondas e outros aparelhos não tripulados exploram o espaço sideral. Chegaram a locais inimagináveis e enviaram à terra imagens espectaculares e maravilhosas, mas nunca tiveram contacto com outras fomas de vida, de inteligência…

Fala-se até na criação de colónias de humanos em Marte, tendo em conta algumas semelhanças do planeta vermelho com a terra. Mas o encontro com outras formas de vida fora da terra, fora do universo nunca aconteceu. O homem sente-se só no “multiverso”.

Fonte: Angop/ JS

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