Cada vez mais nascimentos por cesariana preocupam especialistas

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Contrariamente ao pressuposto, a preferência pela cesariana surge por opção deliberada mesmo quando o parto natural não seria de risco, lê-se no The Lancet, que baseia as suas conclusões num estudo que analisou o caso de 169 países, entre os quais a República Dominicana, Brasil e Estado Unidos contam com as taxas mais elevadas de cesariana (58, 55 e 32%, respetivamente).

Ciente de que esta atual realidade não vai ao encontro dos números supostos, a Organização Mundial de saúde alerta para a atual percentagem de 21% de cesarianas, a nível mundial, que supera em muito o valor suposto de entre 10 a 15%.

Face à questão, esta mesma entidade apresenta um conjunto de recomendações sobre o tema a começar pela necessidade de se conhecer os riscos que advêm da cesariana e que por vezes são desnecessários, nomeadamente o risco de a próxima gravidez resultar em parto prematuro, aumento de infeções ou desenvolvimento de coagulos de sangue nas pernas. A nível de recuperação, é sempre mais demorada no caso de cesariana. Também para o bebé existem riscos, principalmente em termos de desenvolvimento imunológico.

Por tudo isto, e embora os riscos sejam de pequena escala e dependam do local onde a operação é feita, a cesariana deve se restringir aos casos em que o parto natural não é opção – seja pela mãe ou pelo bebé. Além do alerta à comunidade médica, o mesmo deve ser feito às mães que, por medo do parto natural, optam pela cesariana como forma de garantir o controlo ou optar uma cirurgia mais ‘fácil’.

Fonte: Lifestyle/BA

 

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