Cada vez mais jovens optam pela emigração

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De acordo com o estudo, neste momento quatro em cada dez jovens abandonam o país por não perspectivarem possibilidades de um futuro seguro nas suas diferentes componentes.
As razões para essa opção variam e vão desde a corrupção ao favoritismo para determinados lugares, sem esquecer o problema da desigualdade de direitos motivada pelas diferenças políticas que os jovens perfilham.
A actual taxa de desemprego entre jovens atingiu já os 39 por cento, a maior de sempre no Quénia e a mais alta da região.
O empreendedorismo, entendido como uma forma de trabalhar por conta própria, está comprometido pela falta de oportunidades que são dadas à juventude para terem acesso ao crédito.
Os jovens queixam-se de que as oportunidades de participação nos programas de desenvolvimento de negócios criados pelo governo são geridos na base do \”compadrio\”, na compensação financeira ou nos favores sexuais.
Por outro lado, os jovens acusam as gerações mais velhas de criarem uma espécie de \”barreira\” que os impede \”de terem acesso ao mercado de trabalho.
O sistema de educação do Quénia, é citado no referido estudo como tendo \”falhado redondamente\”no objectivo de proporcionar à juventude os conhecimentos necessários para encarar os desafios do século 21.
Este estudo do British Council revela, ainda, que apenas 38 por cento dos quenianos estão satisfeitos com a sua participação na vida política do país.
Esta taxa é absolutamente baixa quando comparada com, por exemplo, a da Tanzânia, onde foi recentemente divulgado que 78 por cento dos jovens se sentem partícipes activos na vida política do seu país.

Fonte: JA/BA

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