BNA flexibiliza cumprimento de obrigações creditícias

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O Banco Nacional de Angola (BNA) pediu às instituições financeiras que se dedicam ao crédito, a concederem uma moratória de sessenta dias aos devedores, para os mesmos sintam menos os transtornos motivados pelo impacto do novo coronavírus na economia.

Com esse passo, as pessoas com operações de crédito em situação regular, que se encontrem em período de reembolso, ou tenham iniciado esse período em Março de 2020, podem dirigir pedidos em formato físico ou digital, às instituições financeiras a que estão vinculadas, evocando a regularização posterior.

De acordo com o BNA, essa moratória não acarretará quaisquer encargos ou comissões ao custo das obrigações inicialmente assumidas, nem deve provocar qualquer agravamento às prestações futuras. 
Agraciado com a posição do banco central deve estar, certamente, o BNI, uma vez que na semana passada avançou, por iniciativa própria, com a suspensão do pagamento, pelos clientes, do capital e dos juros das prestações de crédito dos meses de Março e Abril. A maioria dos bancos comerciais não aderiu a essa flexibilização e muitos clientes acabaram por amortizar as respectivas dívidas. 
Em meio de apertos, a iniciativa do BNA está a ser vivamente aplaudida pelos visados, ainda que muitos discordam da necessidade de se acorrer a um banco para a solicitação do cancelamento do pagamento da prestação. “se estamos em quarentena, é um risco sair e expor-se só para efectivar um simples pedido”, disse um cidadão que preferiu o anonimato.

Álcool gel continua escasso
O álcool gel continua a ser um dos produtos mais procurados, em meio às necessidades de biossegurança criadas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A procura pelo produto já se adivinhava crescente desde o anúncio das medidas para contornar a pandemia e intensificou a 21 de Março, quando o país teve a primeira confirmação de infectados pelo Covid-19. 
Mas, é o preço que se agrega à procura que encarece a necessidade sanitária das pessoas. Poucos dos principais supermercados, como Candando, Kero e Shoprite, que ainda possuem stock, o produto é comercializado caro e chega a custar até o máximo de 32 mil kwanzas um depósito de cinco litros.
Na segunda semana de Março, o recipiente de álcool gel custou no supermercado Kibabo 18 mil kwanzas e, neste momento, um frasco 350 mililitros está a ser vendido a 2.500 kwanzas.
A pesquisa apurou que em Março a venda de produtos de higiene e álcool gel tiveram uma excelente saída e, do mesmo modo, começaram a escassear no mercado, superando inclusive os produtos da cesta básica.
Em quase todos os supermercados, a resposta é unânime: “O álcool gel está em falta”. Agora sem previsão de chegada, nenhum dos locaisvisitados sabe exactamente como tornar a crise, num momento de maior aflição.
Em farmácias e em pequenos supermercados a preocupação não difere das grandes superfícies. Dizem que tiveram álcool gel até a semana passada, mas acabou muito rápido. “Acabou e não sabemos quando teremos”, disse um vendedor. No Jumbo, um funcionário garantiu ter-se já encomendado o produto, que deve chegar a qualquer momento.
Na informalidade, um frasco de 100 mililitros é comercializado a 1.500 kwanzas. Ainda assim, raramente é encontrado. Em outras paragens de rua, como de Viana, a mesma quantidade vale 1.200 kwanzas.

Alternativas 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) instruiu, há anos, um grupo de empresas habilitadas a produzirem gel anticéptico sem carbopol, elemento químico essencial para fazer álcool gel e que é também usado na produção de outros produtos. A directriz tem mais de dez anos e foi estabelecida para países pobres, especialmente os de África.
Segundo especialistas, esta é uma boa opção para substituir o álcool gel no combate ao Covid-19, desde que seguidas as devidas instruções para ambiente industrial. As matérias-primas solicitadas pela OMS para a produção de álcool gel são etanol e álcool isopropílico, bastante adequadas para uso em equipamentos electrónicos.
Hoje, diante da procura, os cidadãos buscam outras soluções para se protegerem. Em conversa com alguns consumidores, percebeu-se que muitos ainda não tiveram contacto com o álcool gel, mas adoptaram outras formas de se proteger, fazendo a higienização das mãos somente com água e sabão azul. 
Uma outra opção é o uso de lenços humedecidos anticépticos e o álcool normal, mas, esses são produtos insuficientes para combater o Covid-19, pois, as preparações alcoólicas para esse fim devem apresentar entre 70 e 80 por cento. Álcool normal, sabão azul, lixívia e outras preparações, como os lenços humedecidos com álcool, precisam de concentração final mínima de 70 por cento.
“Nunca usei álcool gel, porque está muito caro. Mas, em casa lavo sempre as mãos com água e sabão e faço uma composição de lixívia, sal grosso e limão, para desinfestar a casa”, explicou Luzia Manuel. 
Já a funcionária pública Flávia Carina afirmou que tem algum gel em casa, mas já está preocupada, porque está no fim. “Já rondei quase todos os lugares e não encontro o produto”.
Fonte: JÁ/BA

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