Bancos já emprestaram 72 por cento do previsto

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Os bancos desembolsaram, até Dezembro, 142,99 mil milhões de kwanzas, dos 258,63 mil milhões aprovados ao abrigo no Aviso nº 10/20, uma norma emitida pelo BNA em Abril do ano passado para sujeitar os operadores bancários a empregarem 2,5 por cento do activo no financiamento de projectos ligados à diversificação da economia e aumento da produção nacional.

O Banco Nacional de Angola (BNA), que revelou esses números na noite de terça-feira, declarou que o valor dos empréstimos já desembolsados representa 72,51 por cento do montante mínimo de crédito a conceder, no quadro dessa medida, até 30 de Abril do ano em curso.

O comunicado em que este dados são divulgados indica que oito bancos cumpriram a concessão de crédito no valor mínimo de 2,5 por cento do activo líquido, nomeadamente os bancos Standard Bank Angola (SBA), de Investimento Rural (BIR), Keve, Yetu, Finibanco Angola (FNB), Caixa Geral de Angola (BCGA), de Negócios Internacional (BNI) e Valor (BVB).

Apesar destes bancos terem cumprido este primeiro requisito, nota o comunicado, continuam por observar o igualmente estabelecido no Aviso nº 10/20, sobre um número mínimo de 20 projectos a financiar. Em termos acumulados, foi concedido crédito a 92 projectos, representando 17,69 por cento do total a financiar até 30 de Abril, destacando-se dez bancos a concentrarem 82,61 por cento do total concedido, designadamente, os bancos Keve (com 12 projectos), Angolano de Investimento (BAI, com 11) e Yetu (11).

Contam-se, ainda, os bancos Internacional de Crédito (BIC, com nove projectos), BVB (sete), SBA (sete), BAI Microfinanças (BMF, com seis), FNB (seis), BNI (quatro) e Millennium Atlântico (ATL, três). Os financiamentos reestruturados representaram 25,23 por cento (36,08 mil milhões de kwanzas) do montante desembolsado pelos bancos, sendo referentes a seis dos 92 projectos financiados.

O Aviso 10/2020, consagrado à “Concessão de crédito ao sector real da economia”, viabiliza empréstimos a projectos de produção de bens essenciais que apresentam défices de oferta, a matéria-prima e o investimento necessário, incluindo a aquisição de tecnologia, máquinas e equipamentos, no contexto da crise criada pela pandemia da Covid-19.

O documento reforça o mínimo a emprestar, de 2,0 por cento do total do activo, que chegou a estar previsto no Aviso 4/19, de 2 de Abril, assim como o universo das actividades elegíveis a esses financiamentos. Os encargos máximos a cobrar pelos bancos no quadro desses empréstimos são de 7,5 por cento ao ano, incluindo juros e comissões.

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