Assinala-se hoje o Dia mundial da Audição

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O mundo assinalou ontem, 4 de Março, o dia Mundial da Audição com o intuito de sensibilizar as instituições e sociedades sobre as causas da perda auditiva, considerada epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para a OMS, a maioria dos casos que levam à perda de audição em crianças e adultos podem ser evitadas através de medidas de prevenção.

Segundo a OMS, 466 milhões de pessoas no mundo, dos quais 34 milhões são crianças, têm problemas auditivos.

Caso não sejam tomadas medidas de prevenção pelos governos, a estimativa é que esse índice chegue a 900 milhões até 2050, daí que a maior organização mundial da saúde recomenda que a perda de audição seja tratada como questão de saúde pública.

Há necessidade de adopção de políticas e estratégias de acesso aos cuidados auditivos, que devem abordar, na prevenção, o rastreio e a intervenção precoce, de modo a evitar danos de audição. Este mal causa prejuízos, não só aos pacientes, mas à economia global.

Esta doença provoca desemprego, aposentadoria antecipada, além de transtornos psicossociais nos infectados que passam a sofrer de isolamento social, dificuldades de comunicação e estigma.

A perda auditiva também se dá em razão do envelhecimento da população.

A fonoaudióloga brasileira Vanessa Gardini, da Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos, de Sorocaba São Paulo, explica que  “O estilo de vida actual é o principal causador, sobretudo entre os mais jovens, que estão cada vez mais expostos a ruídos elevados, como música alta nos auriculares, em shows e casas nocturnas.

Para a especialista, muitos possuem o problema e nem se dão conta que esta realidade contribui para o aumento dos casos, visto que as células dos ouvidos envelhecem naturalmente, independentemente dos cuidados com a saúde, provocando a chamada presbiacusia, ou perda auditiva por idade.

De acordo com a médica angolana de otorrinolaringologia, Rosaria da Silva Monimanbo, em declarações à Angop, a perda de audição é a incapacidade total ou parcial de ouvir e pode ter várias causas, como a congénita ou adquirida.

A especialista explicou que a congénita é muito comum nas crianças e  muitas delas são diagnosticadas quando bebés, mas em alguns casos os pais só notam a deficiência na idade pré-escolar

Uma infecção numa grávida, nomeadamente de sífilis ou gonorreia pode provocar alterações a nível do ouvido interno do bebé que pode não falar ou não ouvir bem

Rosária da Silva Monimambo disse que as deficiências adquiridas na infância são, maioritariamente, consequências de patologias como varicela, papeira e sarampo.

Essas doenças trazem surdez nas crianças. Nos adultos, a perda de audição está associada ao ruído ambiental ou poluição sonora e causas traumáticas devido a acidentes.

A fonte disse que a malária está associada a muitos casos de surdez na população, não só pela doença em si, mas também pela medicação que intoxica, já que se usa medicamentos ototóxicos (provoca toxidade no ouvido).

Esclareceu que outras situações também provocam problemas auditivos, tal como a exposição a barulho superior a 70 decibéis em mais de 30 minutos, isto começa a ferir o ouvido,.

Apelou que se evite o uso de auriculares e cotonetes por provocarem danos graves ao ouvido.

Aconselhou as pessoas a estarem sempre atentas à saúde dos ouvidos e buscar ajuda ao primeiro sinal de perda auditiva. O diagnóstico precoce da deficiência é essencial para que o problema seja tratado.

Fonte: ANGOP/BA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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