As preocupações apresentadas pelos jovens

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Líderes juvenis, activistas e representantes das associações apresentaram, ontem, ao Presidente da República, João Lourenço, várias preocupações, destacando-se a data de realização das eleições autárquicas, desemprego e o alto custo de vida dos cidadãos.

A construção de um hospital universitário, humanização dos serviços de saúde, falta de condições na maior parte das escolas do país, liberdade de expressão e de manifestação, bem como a reforma do Estado, são alguns dos assuntos abordados. O Presidente João Lourenço respondeu a quase todas as preocupações, num diálogo aberto e alargado.O presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Isaías Calunga, reconheceu que Angola precisa de jovens bem preparados e com elevado espírito empreendedor, capazes de, com trabalho e iniciativa, ajudar o país a crescer.

Francisco Cajango, representante da juventude empreendedora, considerou que a questão da falta de um bom ambiente de negócios tem sido o grande problema para o desaparecimento das pequenas e médias empresas.Francisco Paciência, que falou em nome dos taxistas, disse que o país tem cerca de 500 mil taxistas e moto-taxistas, mas, na sua óptica, é a classe mais discriminada e excluída das políticas públicas. Francisco Paciência defendeu a inserção dos taxistas no Instituto Nacional de Segurança Social. Sublinhou que cada viatura Toyota Hiace emprega, em média, sete jovens, dos quais quatro directos e três indirectos.

O primeiro secretário nacional da JMPLA, Crispiniano dos Santos, sugeriu a criação de um programa para a participação da juventude no aumento da produção interna, por, na sua óptica, ser a via assertiva para a inserção económica dos jovens de todos os estratos, principalmente os das zonas rurais.O líder organização juvenil do partido no poder propôs, igualmente, a criação do “Banco Alimentar de Angola”, instituição de solidariedade social, com o propósito de promover uma plataforma nacional e mecanismo que garantam a coordenação e promoção da acção solidária e a protecção social das famílias e comunidades em situação de vulnerabilidade.

A intenção, disse, é a eliminação da fome e combate à pobreza, bem como a criação de emprego directo para a juventude.Eduardo Garcia, secretário nacional da Juventude Patriótica de Angola (JPA), organização juvenil da CASA-CE, encorajou o Presidente da República a prosseguir com o diálogo com a juventude, por ser fundamental auscultar os jovens e recolher contribuições para a resolução dos seus problemas.Gaspar Fernandes, representante da juventude do PRS, solicitou a criação de uma lei que regule as políticas da juventude, bem como a institucionalização das autarquias, sua calendarização e convocação. Gaspar Fernandes defendeu, também, maior transparência nos concursos públicos.

Venceslau Mujinga, que falou em nome dos jovens com necessidades especiais, queixou-se da falta de acesso à bolsa de estudos para o ensino universitário para as pessoas portadoras de deficiência. O líder do Movimento dos Estudantes Angolanos, Francisco Teixeira, pediu a revolução do ensino público, pois “perdeu dignidade”, fruto do pouco investimento que se tem feito no sector da Educação”.

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