Os bens arrestados pela justiça a Isabel dos Santos, em Angola, estão avaliados em 2,7 mil milhões de euros, superando os direitos de crédito de 1,1 mil milhões de euros reclamados pelo Estado à empresária.

Isso mesmo é declarado pela Winterfell, a sociedade de investimento da empresária que detém uma participação maioritária da empresa tecnológica portuguesa Efacec, numa nota divulgada terça-feira para reclamar, das autoridades angolanas, “danos injustificáveis” sobre empresas portuguesas e a utilização indevida das instituições judiciais lusas para “fins não legais e desproporcionais”.
O documento refere o arresto, em Angola, em fins de Dezembro, de dez das maiores empresas do país, nomeadamente Unitel, bancos BFA e BIC, Hipermercados Candando, Cimangola, ZAP Media e todas as contas bancárias de Isabel dos Santos, em bens que alega que totalizam um 2,7 mil milhões de euros. Considera, assim, que com o arresto das participações sociais da empresária na Efacec Power Solutions SGPS SA “estamos perante um claro abuso e uma patente ilegalidade que as autoridades judiciais portuguesas deveriam cuidar de averiguar e evitar”.
As empresas Winterfell2 e Winterfell Industries, detentoras de mais de 60 por cento do capital social da EPS SGPS declaram reagir dessa forma ao arresto das participações sociais de Isabel dos Santos na Efacec Power Solutions SGPS SA, para expressar que “tal pedido da justiça angolana é claramente abusivo e excessivo”.
A Efacec foi uma das empresas cujas acções foram “congeladas” em Março, na sequência de uma carta rogatória das autoridades judiciais angolanas pedindo o arresto de todas as contas bancárias da empresária em Portugal, bem como das participações sociais na NOS e Eurobic

Jornal de Angola

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