Após restrições à Huawei, China pede a Paris ambiente justo para empresas

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A Agência Nacional de Segurança de Sistemas Informáticos de França anunciou que vai limitar para um máximo de oito anos as licenças de operação de redes de quinta geração (5G) das operadoras francesas SFR (Altice) e Bouygues Telecom, que utilizam equipamento do grupo chinês.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros Zhao Lijian afirmou ter esperança de que a França “terá uma atitude objetiva e justa, respeite as leis do mercado e a vontade dos negócios”.

Zhao pediu a Paris que “tome medidas concretas para estabelecer um ambiente aberto, justo e não discriminatório para empresas de todos os países, incluindo empresas chinesas”.

A Huawei, número dois em todo o mundo em venda de telemóveis e líder em equipamento de 5G, está na mira dos Estados Unidos, que acusam a empresa de estar sujeita a cooperar com os serviços de inteligência chineses.

O governo de Donald Trump está a pressionar os países aliados, incluindo Portugal, a parar de usar equipamento da empresa.

Em entrevista ao jornal francês Les Echos, o diretor-geral do regulador francês, Guillaume Poupard, esclareceu que a Huawei não estará sujeita a uma “proibição total”, mas que as operadoras que usarem equipamento da empresa terão as suas licenças limitadas a períodos entre três e oito anos.

O eurodeputado verde Yannick Jadot, por sua vez, apelou hoje a que se proteja a “soberania digital” do continente, rejeitando a Huawei em favor dos concorrentes europeus Nokia e Ericsson.

Também o primeiro-ministro britânico Boris Johnson deve anunciar este mês planos para excluir progressivamente equipamento da Huawei das redes 5G do país, informou o jornal Financial Times.

Fonte: TECH AO MINUTO/BA

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