Angolano vence festival internacional de cinema

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O filme “Vírus Inesperado”, do angolano Henrique Sungo, conquistou a categoria de “Documentário de Curta-Metragem”, da edição 2020 do London Arthouse Film Festival (LAHFF), competição internacional para cineastas emergentes.

A organização do LAHFF refere no seu site oficial, após anunciar no domingo os vencedores das dez categorias, que o troféu atribuído ao filme foi uma escolha especial do júri.

Numa primeira fase, o filme estava indicado para “Documentário de Curta-Metragem – Pandemia Global”, categoria incluída na presente edição, mas em última instância o jurado decidiu incluir para uma outra mais abrangente onde constam mais de dez produções em concurso, por reconhecer a importância do tema e qualidade do trabalho final, segundo informações divulgadas no site.

A organização vai realizar no dia 23 encontro online na plataforma Zoom, com todos os vencedores, mas os certificados de mérito serão entregues aos galardoados, via correio electrónico, na próxima sexta-feira.

O encontro acontece em substituição da gala de divulgação e entrega de troféus aos vencedores, fora adiada por duas vezes, a 17 e 27 de Dezembro passado, devido o SARS-COV-2. Feliz pelo prémio, o produtor angolano disse ao Jornal de Angola que o troféu vem a aumentar as suas responsabilidades no campo artístico e o incita a continuar a trabalhar.

Henrique Sungo, que sempre se mostrou esperançado na conquista do prémio, tem em carteira a produção de mais filmes, inclusive perspectiva levar parte da realidade angolana a sétima arte. “Eu e o meu companheiro fizemos um trabalho de enorme qualidade. Sempre tivemos a certeza que haveria de criar um grande impacto e por isso acreditamos que o resultado seria positivo”.

O produtor disse ter encontrado dificuldades para captar as imagens do documentário devido as restrições impostas às pessoas de vido o Covid-19. ”Quase não havia ninguém nas ruas e poucos se mostram disponíveis a gravar entrevistas”.
O filme “Vírus Inesperado”, uma co-produção entre Henrique Sungo (produtor) e o santomense Felipe Anjos (editor), fala sobre o impacto do novo coronavírus na comunidade Palop no Reino Unido.

Com 17 minutos e 30 segundos, o documentário resulta de uma conjunto de entrevistas, reportagens e depoimentos recolhidos nas residências, nas universidades, escolas, residências e locais de trabalho de angolanos, cabo-verdianos, são-tomenses, guineenses e moçambicanos.

O London Art House Film Festival tem como valor fundamental criar incentivos aos novos produtores e directores de cinema de todo o mundo, explorar novas maneiras de contar histórias capazes de influenciar comunidades, através de filmes que endossam direitos e valores humanos, contam histórias sobre paz, meio ambiente e movimento de indivíduos independentes.

O festival é voltado para cineastas independentes e emergentes e tem como foco prestar atenção especial aos filmes e  histórias que influenciam o público global, estimulando cineastas estreantes e estudantes de cinema a produzirem filmes com baixo custo, que por qualquer motivo dificilmente receberão interesse local, ou apoios para exibição e distribuição.

O LAHFF surge como representante da face do cinema independente do mundo, forma de dar oportunidade aos cineastas de todo o mundo para exibir os seus filmes nos mais prestigiados espaços de tela e público de mais de 100 países.

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