Angola mantém plano de lançamento do Angosat-2 no primeiro trimestre de 2022

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Angola mantém o primeiro trimestre de 2022 como data do lançamento do Angosat-2, um satélite que está a ser construído pela AirBus Defence and Space, declarou esta sexta-feira, em Luanda, o director-geral do Gabinete de Gestão do Programa Especial Nacional (GGPEN), a confirmar a informação oficial divulgada sobre esse processo.

Zolana João, que falava durante numa videoconferência consagrada ao “Estado Actual do  Angosat-2 e a Evolução Actual do Projecto”, realizada pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social, disse que, mesmo tendo em conta a complexidade das métricas de avaliação da construção deste tipo de aparelho, o satélite está construído acima dos 60 por cento, com o fim dos próximos 17 meses como previsão de lançamento.

De acordo com o responsável, o Angosat-2 terá algumas inovações e a correcção de erros cometidos no Angosat-1, como uma transmissão de velocidade sete vezes maior do que o Angosat-1, que tinha 16 transponders na banda C e seis na banda KU, ao passo que o Angosat-2 terá seis transponders na banda C, 24 na banda KU e, como novidade, um transponder acrescentado na banda KA.

O director nacional das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Matias Cristóvão, citou dados de um relatório sobre a indústria espacial africana relativo a 2019 que apontam para um crescimento que contraria o historial nulo dos anos anteriores.

Segundo o responsável, nos últimos 10 anos, em paralelo com o crescimento do PIB africano, de 2,2 biliões, o mercado espacial africano começou a valer mais de sete mil milhões de dólares por ano. “Aqui começamos a ver a grande atractividade do mercado e as grandes razões que nos levam apostar, cada vez mais, na indústria espacial”, afirmou.

Indicou que, de 1998 a Maio de 2019, foram lançados 32 satélites africanos, com Angola a obter ganhos nesse domínio, como é o facto de o país ter 8.500 pessoas empregadas na indústria espacial.

O director lembrou indicadores do Instituto Nacional de Estatística que apontam para que 63,4 por cento da população reside nas zonas urbanas e 36,6 por cento nas zonas rurais, o que, afirmou Matias Cristóvão, cria espaço para a implementação de politicas de inclusão da população afastada dos centros urbanos nos serviços que são implementados pelas administrações do Governo.

Angola, prosseguiu, conta com 14 milhões de utentes de telefonia móvel e 6,4 milhões de populares com acesso à Internet, ao mesmo tempo que com 1,9 milhões de subscritores de televisão. Os indicadores mostram que, em 2019, Angola registou uma cobertura móvel de 49,15 por cento, 0,41 por cento de cobertura da rede telefónica fixa e 22,72 por cento de cobertura de Internet, números que considerou baixos e desafiadores para as políticas do Estado.

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