Angola mantém estratégia de promoção da paz-MIREX

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A República de Angola vai manter a sua postura de parceiro estratégico internacional e promotor da paz, da estabilidade e do desenvolvimento harmonioso dos povos de África e do mundo, afirmou, nesta sexta-feira, em Luanda, o ministro das Relações Exteriores, Tete António.

Por este motivo, reafirmou que a diplomacia angolana continuará a contribuir para a resolução dos conflitos que ainda assolam as regiões Austral, Central e dos Grandes Lagos do continente africano.

Segundo o governante, que falava na cerimónia de saudação de Ano Novo, os focos de tensão na República Democrática do Congo e na República Centro Africana preocupam o país, daí o apelo aos povos e políticos desses países a encontrarem a melhor saída, pela via do diálogo, para garantir a paz e a estabilidade de todos.

“Estamos igualmente preocupados com a onda de actos de terrorismo em alguns países africanos, como Mali, Tchad, Nigéria, Moçambique e  Camarões, situação essa que em nada ajuda o processo de desenvolvimento dos nossos países e a criação de condições para o bem-estar das nossas populações”, sublinhou.

Na presença de membros do Corpo Diplomático Acreditado em Angola e de altos funcionários do Ministério da Relações Exteriores (Mirex), Tete António saudou a diplomacia angolana pela dedicação e esforço abnegados mesmo em tempos de pandemia.

Balanço

Disse que o Mirex terminou 2020 com um saldo positivo em termos de realizações, com destaque para presença em vários fóruns regionais e internacionais, nomeadamente em Cimeiras de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), da União Africana (UA), da Comunidade Económica dos Estado da África Central (CEEAC), da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), do Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), e do Comité Consultivo Permanente das Nações Unidas sobre as questões de Segurança na África Central (UNSAC).

Ressaltou a participação na 75ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde reafirmou o compromisso para com a Carta Magna, a Agenda 2030 e os desafios do Desenvolvimento Sustentável, bem como na reunião da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP).

Destacou ainda a eleição de Georges Chikoti para o cargo de secretário-geral da OEACP, de Gilberto Veríssimo, para o cargo de presidente da CEEAC, e de João Samuel Caholo, que assumiu as funções de secretário-executivo da CIRGL.

Apontou a inauguração, pelo  Presidente da República, João Lourenço, da Academia Diplomática Venâncio de Moura e a realização do Colóquio subordinado ao tema: “O papel da diplomacia angolana no reconhecimento da independência de Angola”, por ocasião da celebração do 45º Aniversário do Dia Nacional.

Citou  o lançamento do novo Portal do Ministério das Relações Exteriores como importante instrumento de comunicação diplomática na era da sociedade de informação, bem como o reforço da diplomacia digital.

Perspectivas

Referiu que, no ano que agora começa, a diplomacia angolana continuará a dar primazia às questões económicas, com uma acção focada na captação do investimento privado estrangeiro.

“Esperamos contribuir no processo de diversificação da base económica: investimentos na área do turismo, novos mercados para a exportação dos  produtos, no âmbito do PRODESI, bem como garantir a promoção de uma boa imagem de Angola no exterior e dar maior apoio aos angolanos no estrangeiro”, enfatizou.

Assumiu a continuidade na relação de trabalho, com vista a dinamização do  espaço regional comum de cooperação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), a participação activa na UA, nas organizações sub-regionais, bem como a parceria com a CPLP.

O processo de reformas dos órgãos internos e externos do Mirex e a continuidade ao programa de redimensionamento das Missões Diplomáticas e Postos Consulares de Angola, para se  criar um novo paradigma de gestão dos recursos humanos, patrimoniais e financeiros, estão igualmente no topo da agenda, segundo Tete António.

Durante a sua alocução, o ministro pediu um minuto de silêncio em homenagem aos quadros falecidos em 2020, com destaque para os embaixadores Luís de Almeida, Mário Feliz, Jaime Vilinga, Pedro Kissoka, José Luís Perdigão, e outros funcionários.

 

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