Angola “evita” vacina experimental

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As autoridades angolanas descartaram, nesta quarta-feira, o recurso, para já, a qualquer vacina experimental para pacientes de Covid-19., 

Segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, ainda não há razões para submeter pacientes a essas vacinas no país, que regista 19 casos positivos da pandemia.

Conforme a governante, Angola vai aguardar pelo resultado dos testes vacinais em outros países africanos e só depois vai pronunciar-se sobre a pertinência das mesmas.

Na última semana, dois cientistas franceses sugeriram a realização de testes vacinais em África, medida que já foi condenada pelo director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Tedros Adhanom Ghebreyesus classificou de “comentários racistas” feitos pelos cientistas sobre a eventualidade da realização de testes para uma vacina contra o novo coronavírus no continente africano.

“ A África não pode e não será um campo de testes para nenhuma vacina”, garantiu Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A polémica surgiu depois de um diálogo na semana passada entre o diretor de pesquisa do Instituto Francês de Pesquisa Médica (Inserm), Camille Locht, e um chefe de serviço de medicina intensiva do hospital Cochin em Paris, Jean-Paul Mira, no canal LCI, em que Locht foi questionado sobre os estudos realizados para encontrar uma vacina contra a Covid-19.

Desde o anúncio dessa intenção dos cientistas franceses, várias figuras públicas africanas mostram-se contrárias aos testes no continente berço, tendo em conta o número de pacientes inferior aos da Europa, América e Ásia.

Angop

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