Angola escancara as portas à África do hóquei em patins

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Três dias, três países em competição. Uma vaga interessa aos contendores. O troféu de campeão continental permite ao seu detentor inscrever-se entre os oito melhores do mundo, que vão disputar a elite do hóquei em patins, no mês de Julho, em Barcelona, Espanha.
Na verdade, África é obrigada a jogar o seu campeonato, para preencher as vagas a si reservadas no mundial, que, a partir de 2017, em Nanjing, China, começou a ser disputado no âmbito dos jogos mundiais da patinagem. Esta mudança acarretou a alteração aos moldes de disputa.
Em Nanjing, China, passaram a existir três divisões na prova maior do hóquei em patins mundial. Além do mundial “elite”, existiram a Taça FIRS (segunda divisão) e a Taça das Confederações (terceira divisão). No próximo mundial, em Barcelona, as provas da segunda e terceira divisões vão designar-se Intercontinental Championship e Challenger’s Championship.
Este molde de disputa de-fine quotas de participação por representações continentais, daí a África ter de escolher o seu representante. O campeão africano apura-se directamente para a elite. O vice-campeão garante um lugar na Intercontinental Championship e o terceiro classificado joga a Challenger’s Championship.
Aliás, África é o último continente a encontrar o seu re-presentante. E vai fazê-lo sob o olhar atento dos angolanos. Já estão apuradas a Espanha, Portugal, Itália, França, pela Europa, e pelo continente americano a Argentina, Chile e Colômbia.
O quadro está completo, com a chegada ontem dos egípcios. Abdul Azize, vice-presidente da Federação Moçambicana de Patinagem enalteceu a hospitalidade angolana.
“Não temos motivos de queixa, aliás, sempre que viemos a Angola, temos este carinho”, disse.
Julien Konan, da Costa do Marfim, secretário-geral da Confederação Africana de Desportos sobre Patins (WSAfrica), um dos “vips”, disse confiar na organização angolana e que tudo está a preceito.
Hoje são aguardados os árbitros portugueses que com os angolanos vão garantir o ajuizamento dos jogos.
Às 17h00 está prevista a cerimónia de abertura que, segundo Pedro Azevedo, da organização, vai ser singela, mas, ainda assim, vai permitir que a cultura e o desporto entrelacem as mãos para dar as boas vindas aos visitantes e adeptos.

Prova custa 30 milhões
Cerca de 15 milhões de kwanzas é o valor que o Estado angolano disponibilizou ao comité organizador. O dado foi apresentado por Hirondino Garcia, presidente da Federação Angolana de Patinagem, ontem, durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, realizada na Galeria dos Desportos.
O dirigente revelou que a prova está orçada em 30 milhões e que a outra parte do valor foi coberta pela parceria com o empresariado, a quem dirigiu uma palavra de agradecimento.
Na ocasião, foram dadas garantias de que a máquina organizativa tem tudo em ordem.Hoje, no período da manhã, as equipas de Mo-çambique e do Egipto realizam treinos de reconhecimento do Pavilhão Multiusos do Kilamba.

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