Angola aponta conflitos como desafios de África

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Angola considera que o combate aos conflitos armados, terrorismo e extremismo violento estão entre os maiores desafios de paz e segurança em África, sobretudo neste ambiente de crise económica, social e humanitária, causado pela pandemia da Covid-19.

Na sequência desta posição, reiterada, ontem, em Adis Abeba, na décima sessão do Comité de Representantes Permanente (CRP) da União Africana (UA), este órgão recomendou que o comissário para a Paz e Segurança, Smail Chergui, prossiga as consultas concernentes à preparação de uma Cimeira Extraordinária sobre o terrorismo, proposta por Angola, em assembleia decorrida em Fevereiro.

Na intervenção, o representante permanente de Angola junto da União Africana, embaixador Francisco da Cruz, lamentou a persistência dos conflitos armados, terrorismo e extremismo violento, assim como a instabilidade do continente, não obstante os esforços conjugados dos Estados-membros e da UA na busca de “soluções africanas para os problemas africanos” e, fundamentalmente, com recursos do continente.

“Angola apoia as iniciativas para silenciar as armas no continente e considera importante combater as causas profundas dos conflitos, nomeadamente, reconhecendo que desenvolvimento, paz e segurança e os direitos humanos estão interligados e reforçam-se mutuamente, para garantir uma partilha justa das oportunidades económicas e sociais e o reforço do Estado de Direito no continente”, sublinhou.

O diplomata recordou que na última Assembleia de Chefes de Estado e de Governo, em Fevereiro, o Presidente de Angola, João Lourenço, alertou sobre a ameaça que o terrorismo representa à estabilidade do continente se não houver resposta atempada e coordenada dos países africanos.

Fonte:JAstyle=”text-align: justify;”>Nesse contexto, fez uma proposta específica – que foi adoptada – para a necessidade urgente de realizar-se uma cimeira extraordinária, para se discutirem medidas concretas de combate ao terrorismo em África. O bem-estar das populações deve, mais do que nunca, estar no epicentro das preocupações e das políticas dos nossos Governos, para a consecução da segurança humana, como o principal elo entre a paz e o desenvolvimento, realçou, na ocasião.Para Francisco da Cruz, tal desiderato passa pelo silenciar das armas, adopção de processos nacionais inclusivos nos quais mulheres e jovens desempenhem um papel importante e activo e pela promoção de uma cultura de paz para a realização do almejado desenvolvimento sustentável e da África desejada.

“Reiteramos o apoio de Angola para a realização desta Cimeira Extraordinária e recomendamos consultas preliminares entre os Estados-membros sobre as possíveis formas conjugadas de combate ao terrorismo, a partilha de experiências e iniciativas para silenciar as armas em África”, reforçou.

Durante a sessão, o comissário para a Paz e Segurança da União Africana, Smail Chergui, prestou informações sobre a implementação do Tema do Ano 2020 “Silenciando as armas: criando condições favoráveis para o desenvolvimento de África”, e os preparativos para a Cimeira extraordinária da organização continental, agendada para 5 de Dezembro.

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