Analisadas candidaturas de Angola e do Rwanda

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As candidaturas da angolana Josefa Sacko para comissária para Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Meio Ambiente Sustentável, e da rwandesa Monique Nsanzabaganwa, que concorre para vice-presidente da Comissão da União Africana, foram ontem analisadas pelos representantes permanentes de ambos os países junto deste órgão continental.

Com este objectivo, Francisco José da Cruz recebeu na manhã de ontem a homóloga do Rwanda, Hope Tumukunde Gasatura, nas instalações da Embaixada de Angola em Addis Abeba, Etiópia, onde ambos são também embaixadores dos respectivos países.
De acordo com a lista final de candidatos pré-qualificados, a candidata angolana é a mais bem avaliada entre os quatro candidatos, com uma pontuação de 81,65 por cento.

Os adversários de Sacko na corrida são representantes da Gâmbia, Uganda e Marrocos.
A nova comissão, a primeira a ser eleita após o processo de reforma da UA, iniciado em 2016 sob supervisão do Presidente rwandês, Paul Kagame, terá menos comissários e será eleita através de um novo sistema baseado no mérito.

A estrutura de liderança da União Africana será composta por oito membros, incluindo um presidente, um vice-presidente e seis comissários, menos dois lugares do que na anterior comissão.

A organização lançou no princípio do ano um apelo aos 55 Estados-membros, em que se incluem Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe, todos Estados-membros da CPLP, para que nomeassem candidatos para ocupar os lugares em disputa.

Além do mérito, as candidaturas teriam de recolher o apoio das regiões de onde são oriundas e os critérios de selecção deveriam respeitar a representatividade regional e a igualdade de género, bem como a rotação entre regiões e países por ordem alfabética.
Os lugares serão repartidos de forma igualitária entre homens e mulheres.

Um painel de peritos reviu uma lista de 89 candidaturas, tendo pré-qualificado 25 candidatos, que terão agora de ser eleitos pelo Conselho Executivo da União Africana, composto pelos ministros das Relações Exteriores dos Estados-membros da organização.
Para a liderança da comissão, o actual presidente e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Chade, Moussa Faki Mahamat, recandidata-se sem oposição, mas precisa de conseguir dois terços dos votos dos países para se manter no posto.
A confirmar-se a eleição de Moussa Faki Mahamat, a vice-presidência deverá ser ocupada por uma mulher.

Na corrida para este posto estão representantes do Djibuti, Uganda, Rwanda, Ghana e Gâmbia.
Na nova comissão, os Assuntos Políticos e a Paz e Segurança serão fundidos num único departamento, um posto considerado crucial na estrutura da organização. A pasta dos Assuntos Políticos é ocupada por mulheres desde 2003, enquanto para a da Paz e Segurança tem sido sempre escolhido um homem.

O mandato do actual comissário para a Paz e Segurança, Smail Chergui, da Argélia, está a terminar, após dois mandatos iniciados em 2013.
Entre os quatro candidatos pré-qualificados para o lugar, está a diplomata do Burkina Faso Minate Samate, actual comissária para os Assuntos Políticos, que vai procurar a reeleição após ter conseguido uma pontuação de 86,73 por cento na pré-selecção.

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