Analgésicos comuns poderão duplicar o risco de ataque cardíaco

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Novo estudo sugere que, se a dose for alta, o risco de enfarte do miocárdio é maior logo no primeiro mês em que se toma anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno.

Há uns meses um estudo dinamarquês já tinha relacionado a toma de ibuprofeno e diclofenac com o risco de paragem cardíaca, esta semana foi publicado um estudo canadiano que relacionou cinco anti-inflamatórios não esteroides com o aumento do risco de ataque cardíaco.

Os investigadores da Universidade de Montreal, no Canadá, concluíram que os analgésicos comuns aumentavam a probabilidade de sofrer um ataque cardíaco em quase 100%, ou seja, duplicavam este risco, embora esta percentagem varie de medicamento para medicamento.

Segundo reporta o The Guardian, o estudo verificou que o aumento potencial do risco de enfarte era de 75% para o ibuprofeno e para o naproxen e de mais de 100% para o rofecoxib, mas a extensão do aumento do risco era maior para o ibuprofeno e para o naproxen.

Como este se tratou de um estudo observacional, a relação causa-efeito não pode ser estabelecida de forma conclusiva.

No entanto, os autores, liderados por Michèle Bally, do Hospital Research Centre da Universidade de Montreal, escrevem: “Dado que o risco de enfarte agudo do miocárdio começava a ocorrer na primeira semana e pareceu maior no primeiro mês de tratamento com doses mais altas (mais de 2,400 mg), os médicos devem considerar ponderar os riscos e os benefícios dos anti-inflamatórios não esteroides antes de implementar o tratamento, particularmente para doses mais elevadas.”

Para este estudo, publicado esta semana na revista científica BMJ os investigadores analisaram as informações de 446.763 pessoas em bases de dados de saúde em países como o Canadá, Finlândia e Reino Unido, dos quais 61.460 tiveram um ataque cardíaco.

 

Fonte: Lifestyle ao Minuto/BA

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