Al Qaeda volta a ameaçar Charlie Hebdo por reeditar caricaturas de Maomé

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A informação foi avançada pelo grupo norte-americano SITE, especialista no acompanhamento destas organizações extremistas.

A operação terrorista contra a revista Charlie Hebdo “não foi um incidente pontual”, avisou aquela organização, em texto divulgado hoje, onde evoca os “heroicos irmãos Kouachi“, autores do ataque, que reivindicaram em nome da Al Qaida no Iémen, antes de serem abatidos pelas forças da ordem.

Para marcar a abertura do julgamento em Paris dos autores dos ataques contra Charlie Hebdo, polícias e um minimercado judeu, que provocaram 17 mortos na capital francesa, a revista satírica colocou na sua capa as caricaturas de Maomé que tinham feito desta publicação semanal um alvo destes extremistas.

A Al Qaeda acusa o presidente francês, Emmanuel Macron, de ter dado “a sua autorização” a esta reedição.

“Se a vossa liberdade de expressão não respeita qualquer limite, preparem-se para se confrontarem com a liberdade das nossas ações“, ameaçou a organização fundada por Osama bin Laden, na sua revista divulgada hoje, quando se assinalam os 19 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA, fomentados por este grupo.

Ainda segundo o SITE, outro meio, ligado à organização terrorista que se designa por Estado Islâmico, já tinha ameaçado a Charlie Hebdo de represálias, no início de setembro, pela republicação das caricaturas de Maomé.

No julgamento, que começou agora, 14 acusados, dos quais três julgados à revelia, são suspeitos, em grau diverso, de apoio logísticos aos irmãos Said e Chérif Kouachi e a Amédy Coulibaly, autores dos ataques que provocaram 17 mortos, entre 07 e 09 de janeiro de 2015, e suscitaram uma enorme manifestação contra o terrorismo, no dia 11 de janeiro, com a participação de vários chefes de Estado e governo estrangeiros.

Fonte: NM

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