África quer investigação ao “racismo sistémico” e violência policial

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Os Estados africanos estão a fazer campanha para que o Conselho dos Direitos Humanos da ONU lance uma investigação sobre o “racismo sistémico” e a violência policial nos Estados Unidos e noutros países, de acordo com um projeto de resolução.

O texto do projeto, consultado hoje pela agência AFP, está a ser distribuído entre diplomatas para consulta, antes de um debate urgente sobre o assunto no Conselho dos Direitos Humanos, que se realiza na quarta-feira em Genebra.

O debate teve como pano de fundo os protestos que abalaram os Estados Unidos desde a morte em Minneapolis de George Floyd, um homem negro de quarenta anos que foi asfixiado por um polícia branco em 25 de maio.

No projeto de resolução, o grupo de países africanos condena veementemente “as práticas raciais discriminatórias e violentas das agências de aplicação da lei contra africanos e pessoas de origem africana e o racismo estrutural endémico no sistema de justiça penal nos Estados Unidos e noutras partes do mundo”.
Exige a criação de uma comissão de inquérito internacional independente, uma estrutura de alto nível normalmente reservada para crises graves, como o conflito sírio. O objetivo é “levar à justiça os autores” de atos de violência.

Os investigadores da comissão deverão igualmente examinar “as respostas dos Governos a nível federal, estatal e local a manifestações pacíficas, incluindo o alegado uso excessivo da força contra manifestantes, transeuntes e jornalistas”.
As conclusões desta comissão deverão ser divulgadas no prazo de um ano.

Fonte: NM/LA

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