80 milhões de euros para renovar Pólo Industrial de Fútila

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O Ministério da Indústria vai investir, ainda durante 2019, 80 milhões de euros para construir, num período de 12 meses, as infra-estruturas básicas da primeira etapa do Pólo Industrial de Fútila, em Cabinda.

Apesar do pólo industrial estar parado há muito tempo, o Executivo central está interessado em arrancar com as obras do empreendimento industrial, que devem ser financiadas com recurso à linha de crédito da China. O projecto está a ser negociado entre o Ministério das Finanças e as autoridades chinesas.
“Estamos cientes que as obras da primeira fase vão arrancar este ano”, disse Ivan do Prado, secretário de Estado da Indústria, referindo que, apesar do empreendimento não ter ainda as infra-estruturas concluídas, as empresas podem se instalar e começar com as suas actividades.
A energia eléctrica para alimentar as indústrias é uma das principais dificuldades que as empresas apresentam e, segundo o secretário de Estado da Indústria, a situação está a ser resolvida com o Ministério da Energia e Águas para que as organizações possam funcionar sem sobressaltos.
“O fornecimento de energia foi um dos pontos mais debatidos no encontro com o governador de Cabinda. No local existe uma subestação de energia e o nosso objectivo é colocá-la dentro do pólo e juntá-la a uma outra existente para permitir que as empresas beneficiem da corrente eléctrica sem dificuldades”, disse.
Criado em 1996, o projecto do Pólo Industrial de Fútila está localizado na comuna de Malembo, numa área de 2.344 hectares. A primeira fase do investimento está destinada à construção de infra-estruturas de apoio à actividade de exploração petrolífera, enquanto as fases subsequentes vão servir para a construção de escolas, hospitais, restaurantes, áreas sociais e casas de baixa, média e alta renda.
500 empregos directos
O coordenador da comissão instaladora do Pólo Industrial de Fútila, Desidério Kazequene, disse que o investimento vai assegurar 500 empregos directos e mais de 100 postos de trabalho indirectos.
“Pela dimensão do projecto terá um impacto social para a província de Cabinda e para o país. No que diz respeito aos postos de trabalho, o número está ligado aos projectos que as empresas vão apresentar”, referiu.
Numa primeira fase, segundo Desidério Kazequene, o objectivo é infra-estruturar 114 hectares com a construção de infra-estruturas básicas. “Temos 900 hectares previstos para serem infra-estruturados, mas estamos a trabalhar na base das solicitações das empresas interessadas”, explicou.

Fonte: JA/LD

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Sobre o autor

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Eliseu Augusto Botelho é jornalista da Televisão Pública de Angola desde Dezembro e 1999. Foi editor do 1º Jornal e do Jornal Nacional, ambos na TPA2 e Coordenador do Jornal da Tarde e co-coordenador do Telejornal, ambos na TPA1. Já foi chefe de redacção do Centro de Produção da TPA em Caxito-Bengo. Actualmente exerce a função de jornalista na Direcção de Multimédia da TPA, cuja tarefa é gerir os conteúdos publicados nas várias páginas do facebook da estação e no seu site oficial. Tem o curso médio de Jornalismo do IMEL e várias formações em Angola e Portugal com professroes, Angolanos, Brasileiros e Portugueses. É licenciado em Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Relações Internacionais, afecto ao Ministério das Relações Exteriores da República de Angola.

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