O Presidente da República, João Lourenço, regressou na manhã desta sexta-feira (27) ao país, proveniente de Nova Iorque (EUA), onde participou na 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

À sua chegada a Luanda, João Lourenço, acompanhado da primeira-dama, Ana Dias Lourenço, recebeu, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, cumprimentos de boas-vindas do vice-presidente da República, Bornito de Sousa, do governador de Luanda, Luther Rescova, de membros do Executivo e de altos funcionários do seu gabinete.

Ao intervir terça-feira (24) na plenária da Assembleia Geral das Nações Unidas, o estadista angolano destacou as profundas reformas em curso no país, que têm como objectivo construir um Estado democrático de direito, assim como combater a corrupção e a impunidade.

Apontou a promoção da cultura da responsabilização e prestação de contas pelos servidores públicos, a criação de um ambiente de negócios mais atractivo ao investimento privado nacional e estrangeiro e, deste modo, aumentar a produção interna de bens e de serviços, como sendo outros resultados esperados com a aplicação destas medidas.

Na ocasião, o Presidente da República, que foi o 17º estadista a discursar na maior tribuna política mundial, pediu o fim da guerra comercial entre os EUA e a China, pelas consequências nefastas na economia mundial.

O Estadista angolano solicitou, também, o fim do embargo económico imposto há décadas a Cuba, por ser injusto à luz do Direito Internacional.

Disse não se justificar o embargo económico a Cuba, pelo facto de se ter aberto uma janela de oportunidades, aproximação e regularização das relações.

Em plena sede da ONU, o Presidente João Lourenço reiterou a necessidade de se alargar o número de membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, contemplando, igualmente, África e a América do Sul.

Justificou tal desiderato, em virtude de a actual composição que contemplou, na altura, as potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial já não reflectir sobre a necessidade de um mais justo equilíbrio geoestratégico mundial.

Durante a sua permanência em Nova Iorque, para além do debate geral, o Chefe de Estado tomou parte da Cúpula do Clima, na qual estadistas do mundo inteiro apelaram à corrida contra o tempo para travar a subida da temperatura global.

À margem da Cimeira da Acção Climática, o presidente angolano e nove homólogos africanos avaliaram, com a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, a situação da paz, segurança e desenvolvimento da região dos Grandes Lagos.

Discursou, também, no Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos da América, onde apelou ao investimento norte-americano em Angola.

No dia seguinte ao discurso na Assembleia Geral da ONU, reuniu-se com o responsável máximo do Banco Mundial, David Malpass, e representantes de instituições bancárias e financeiras de primeira linha dos Estados Unidos, encontros que serviram para mobilizar recursos e falar do novo ambiente de negócios em Angola.

Reuniu-se também com um representante da Fundação Bill e Melinda Gates, que garantiu reforçar os apoios desta instituição filantrópica em Angola nos sectores da Educação e da Saúde.

Durante a sua estada em Nova Iorque, o Estadista concedeu entrevistas à Rádio das Nações Unidas, ao Wall Street Journal, este último com mais de 600 milhões de leitores em todo o mundo, bem como à Angop, TPA, RNA e Jornal de Angola.

Angola foi admitida como membro da ONU em Dezembro de 1976, durante a 31ª Sessão da Assembleia-Geral, presidida por Hamilton Amerasinghe, do Sri Lanka, na qual participou com uma delegação chefiada pelo então ministro das Relações Exteriores, José Eduardo dos Santos, ex-Chefe de Estado.

Desde a sua admissão na ONU, Angola tem sido um membro activo e interactivo, tendo integrado vários órgãos, com realce para o Conselho de Segurança (2003-2004 e 2015-2016), na qualidade de membro não-permanente, Conselho de Direitos Humanos e Conselho Económico e Social.

Fonte: ANGOP/BA

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