1º de Agosto finta cansaço na caminhada à liderança

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A denotar cansaço nos derradeiros instantes das partidas, o 1º de Agosto defronta o Sagrada Esperança, hoje às 15h30, na cidade do Dundo, para a conclusão da sexta jornada do Girabola, com olhos postos na conquista de pontos, de modo a assaltar à liderança, quando terminar a maratona de jogos em atraso.

O desempenho na última série de três jogos, cuja carga foi aliviada pelo intervalo resultante da dispensa de jogadores para o duplo compromisso dos Palancas Negras, na corrida à Taça de África das Nações (CAN), a ter lugar nos Camarões, o próximo ano, destapou carências físicas da equipa militar do Rio Seco, às ordens do português Paulo Duarte.

Jogos, viagens e recuperação têm sido a rotina dos tetracampeões nacionais, sem tempo a dedicar ao ensaio e consolidação da componente táctica, bem como a melhoria dos fundamentos colectivos do plantel.
No entanto, a grandeza do clube afasta de forma liminar tal contratempo das razões de um eventual fracasso do objectivo de assumir o comando da competição, dada a exigência de ter fartura de jogadores em qualidade e quantidade.

Em nove pontos possíveis, nas últimas três saídas de Luanda, os rubro e negros conseguiram cinco, pouco mais da metade, face ao empate (0-0), no reduto do Desportivo da Huíla, vitória (2-0), na visita à Baixa de Cassanje de Malanje, e igualdade (2-2), nos domínios do Recreativo do Libolo, numa partida que marcou a despedida do técnico angolano Romeu Filemon, substituído no cargo pelo português Paulo Torres.

Encontrar soluções
A Paulo Duarte, técnico que já deixou escapar, de forma dupla, a aposta africana, ao falhar o acesso às fases de grupo da Liga dos Clubes Campeões e da Taça da Confederação, em parte atrapalhado pelas contingências da Covid-19, Carlos Hendrick da Silva, o líder máximo da agremiação, pede soluções.

Nem a ausência de jogadores influentes na manobra da equipa entram na equação, na hora de justificar o insucesso. O desgaste físico, quadro que deixa assoberbados os especialistas do Departamento Clínico, Virgílio Paez e João Vilaça, na tarefa de recuperação do plantel, é mascarado com recurso a sessões ligeiras, complementadas com banhos e massagens.

Lesionado de longa duração, o “capitão” Dani Masunguna, ponto de equilíbrio do balneário, continua afastado dos relvados. De regresso está o hondurenho Moya, recém-regressado dos compromissos da selecção, enquanto em dúvida está a reintegração do médio Mário Balbúrdia, depois da morte do pai, e de Bobó, patrão da defesa, impedido de competir, por testar positivo à Covid-19, na viagem a Malanje.

O salto ao segundo lugar, ocupado pelo arqui-rival Petro de Luanda, com 28 pontos, motiva o 1º de Agosto, terceiro colocado da classificação, 26. Os militares podem terminar as 15 jornadas iniciais do Girabola com 38 pontos, em caso de vitória nos quatro desafios que têm por disputar, quando os petrolíferos têm os 34 como pontuação máxima.

Força do factor casa
A condição de visitado transforma o Sagrada Esperança num adversário três vezes mais difícil de ser superado. A equipa orientada por Roque Sapiri faz do factor casa o principal argumento na materialização do desafio de ocupar os lugares cimeiros da competição, por forma a sustentar a aposta do presidente José Muacabalo, em transformar o clube diamantífero na terceira força do futebol angolano.

A partilha da quarta posição com o adversário desta tarde enche de confiança a formação Lunda, cuja safra da primeira volta pode chegar aos 32 pontos. O potencial competitivo do conjunto verde e branco do Dundo permite projectar um desafio equilibrado e, consequentemente dificuldades acrescidas para os detentores do título, obrigados a apelar à força mental, por forma a fintar o desgaste físico.

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