Direcções da TPA e RNA aceitam propostas do Sindicatos dos Jornalistas Angolanos em reajustar os salários mínimos de 43 para 180 mil kwanzas

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As exigências contida no caderno reivindicativo feito pelo Sindicato de Jornalistas Angolanos (SJA) e enviado às direcções da Televisão Publica de Angoa (TPA) e Rádio Nacional de Angola (RNA), em Fevereiro último, onde exige, entre outras revindicações, um salário mínimo de 180 mil kwanzas, contra os 43.000 actuais, foi aceite pelas duas empresas de comunicação social do Estado.

A informação foi avançada esta quarta-feira, 29, ao NJOnline por Teixeira Cândido secretário-geral do SJA.

“Terminamos as negociações com as duas direcções este mês e dos 10 pontos propostos, apenas um não foi aceite na Rádio Nacional de Angola, que é aquele que tem a ver com as incompatibilidades e que, a nosso ver, não existe”, referiu.

Neste ponto, o que está em causa é o SJA não encontrar quaisquer incompatibilidades na circunstância de trabalhadores da RNA terem também funções nas televisões e a direcção da rádio pública entender exactamente o contrário.

Segundo Teixeira Cândido, todos os pontos principais, tais como o seguro de saúde, melhores condições de trabalho, o pagamento dos subsídios de transporte e de deslocação e novas admissões na profissão por concurso público foram também aceites.

De acordo com a responsável do Sindicatos dos jornalistas Angolanos, a questão do qualificador ocupacional (progressão de carreiras) e o reajuste salarial de 180 mil kz, começam a vigorar a partir do próximo mês.

“Os trabalhadores das duas empresas vão ter os retroactivos em Junho, mesmo se deviam receber no dia 1 de Maio, mas, por razões de atrasos na alocação de verbas, nas duas empresas, não foi possível “, disse.

Antes deste acordo, recorde-se, havia uma disparidades salarial entre os trabalhadores da TPA e da RNA em Luanda, que auferem um mínimo de 93 mil Akz, enquanto que os funcionários das restantes províncias do País auferiam apenas 43 mil Kwanzas.

Teixeira Cândido salientou que a actividade jornalística é de grande responsabilidade e que os jornalistas devem estar permanentemente a investir em si próprios. E que, para isso é necessário ganhar salários compatíveis.

O sindicalista disse ainda que “essa luta vai se estender às empresas de comunicação associal privadas”, tão logo terminarem as negociações no processo do qualificador ocupacional nas empresas das Edições de Novembro (Jornal de Angola, Jornal dos Desportos, Economia & Finanças, Jornal Cultura e Planalto) e da Angop.

“Vamos olhar para o sector privados, fundamentalmente para aquelas empresas que podem dar respostas e que nós achamos que está na altura de o fazerem”, explicou.

Fonte: NJ/LD

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