Mais de 50 embarcações navais prontas para operação transparência no mar

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A “Operação Transparência no mar”, lançada esta segunda-feira, em Luanda, envolve mais de 50 embarcações navais e cinco helicópteros equipados com tecnologia para neutralizar, em tempo útil, qualquer anomalia criminal na costa angolana.

Em declarações à imprensa, a partir do Centro Nacional de Coordenação e Operação Marítima da Marinha de Guerra Angolana (MGA), o porta-voz da operação, comissário António Bernardo, disse que estão criadas as condições para um combate efectivo à pirataria no mar.

“Estamos empenhados a levar a tranquilidade e ordem no mar. Temos mais de 50 embarcações e cinco meios aéreos para, de forma conjunta e coordenada, detectarmos, em tempo útil, as inconformidades que se verificam no mar e possamos, também, reagir em tempo útil”, vincou.

Fez saber que, na costa angolana, ocorrem, fundamentalmente, crimes económicos e contra as pessoas e crimes ambientais. “É nesta base que estamos a reorientar as nossas forças e os nossos meios para por fim a esse tipo de ilicitudes”.

O objectivo, segundo a fonte, é combater o transbordo e comercialização ilegal de combustível, possíveis tráficos de seres humanos, imigração ilegal, fuga de capitais, pesca ilegal e fuga ao fisco no mar.

Disse que estão criadas as condições operacionais e congregadas as forças para que hoje (segunda-feira) pudessem, oficialmente, lançar as forças para o mar.

A alta patente da polícia explicou que o mar tem sido utilizado por forças hostis para à migração ilegal, tráfico de drogas, tráfico de seres humanos e servido para a navegação de embarcações não licenciadas que desenvolvem actividade sem qualquer tipo de tributação fiscal ao Estado.

A operação transparência no mar vai durar 180 dias e integra todas as forças do sistema de segurança nacional e instituições com responsabilidade no mar, nomeadamente capitanias, Instituto Marítimo Portuário de Angola (IMPA), Serviço Nacional de Fiscalização de Pescas e Aquicultura e o Serviço Nacional de Fiscalização do Ambiente.

Os mil 650 quilómetros da costa angolana foram repartidos em quatro zonas, designadamente a zona A (posto comando no Soyo) vai de Cabinda ao Nzeto, zona B (posto comando em Luanda) de Cabo Ledo ao Porto Amboim, Zona C (posto de comando instalado no Lobito) vai da Baia Farta até Lucira, e a zona D (posto de comando no Namibe) de Lucira à Baia dos Tigres.

Dentro de 180 dias a operação, no geral, vai completar um ano de existência e, neste período, as autoridades farão uma avaliação do que foi feito em terra e no mar.

Helicópteros preparados para exercer a soberania no mar

“Estamos preparados para descolarmos, a qualquer altura, e exercer a soberania no mar. Temos 5 meios equipados com equipamentos de última geração para localizar embarcações a mais de 50 quilómetros, disse, à Angop, o major Sone Montes.

Segundo o comandante adjunto da esquadra de salvamento do regimento de helicópteros, já fizeram operações similares, mas essa é a de maior amplitude.

A “Operação Transparência”, lançada a 25 de Setembro pelo Governo, envolvendo as forças de segurança nacionais, já levou mais de 450 mil pessoas, na maioria cidadãos da República Democrática do Congo (RDC) a deixarem as províncias diamantíferas de Angola, onde foram encerradas 280 casas de venda de diamantes ilegais.

Num balanço recente feito em Malanje, o comissário da Polícia Nacional (PN), António Bernardo, explicou que entre os cerca de 415 mil ilegais que deixaram o país no âmbito desta operação, apenas 14.636 foram expulsos administrativamente, tendo o restante saído de forma voluntária.

Ainda no mesmo balanço, a alta patente policial avançou que foram apreendidas 102 máquinas retro-escavadoras, 18 pás carregadoras, 28 máquinas pesadas para limpar terrenos, 18 máquinas niveladoras, nove tractores, 224 viaturas ligeiras e pesadas, 310 motorizadas e 31 bicicletas.

No lote de material de apoio ao garimpo ilegal, foram apreendidas 93 dragas, 63 lavarias, 253 motobombas, 16 jangadas, 65 bóias pneumáticas com motor, três detectores de diamantes, 92 compressores de ar, uma máquina de teste de diamantes, 214 balanças, 97 lupas, 79 geradores, 38 cofres, 153 contentores, bem como 108 armas de fogo.

A “Operação Transparência” foi inicialmente lançada em terra em sete províncias – Lunda Norte, Lunda Sul, Malanje, Moxico, Bié, Uíge e Zaire, tendo progressivamente sido estendida a todo o país.

Fonte: Angop/AF/LD

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