Oito deputados deixam bancada da CASA-CE

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Oito deputados, dos 16 da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), demarcaram-se do grupo parlamentar, nesta quinta-feira.

A medida, anunciada em conferência de imprensa, surge na sequência do afastamento, pelo Conselho Presidencial, do então líder da coligação, Abel Chivukuvuku.

Constam da lista os deputados Leonel Gomes, Odeth Joaquim, Maria Chivukuvuku, Carlos Kandanda, Lino Bernardo Tito, Abel Nzunzi, Sampaio Mucanda e Lourenço Lumingo.

Os deputados ligados à terceira força política no Parlamento justificaram que o afastamento da bancada deve-se à actuações que “têm desvirtuado o normal funcionamento da coligação”.

Segundo o deputado Leonel Gomes, os trâmites para a desintegração já estão decorrer junto do gabinete do presidente da Assembleia Nacional.

Apontou a falta de cumprimento dos acordos estabelecidos para a constituição e funcionamento da coligação, tal como a decisão de expulsão dos “independentes” filiados à coligação, contra a vontade do líder Abel Chivukuvuku.

Questionado se poderiam aliar-se a outro partido, Lino Bernardo Tito respondeu que, enquanto estiverem no exercício do mandato, não poderão aliar-se à nova força política.

Afirmou que os “independentes” estão disponíveis para acompanhar Abel Chivukuvuku.

O presidente da coligação, Abel Chivukuvuku, foi destituído esta semana, passando a assumir a liderança o então vice-presidente, André Mendes de Carvalho “Miau”, com o apoio dos partidos coligados.

Os animos na organização agudizaram-se depois de os partidos que sustentam a coligação terem interposto uma reclamação junto do Tribunal Constitucional a questionar os poderes do líder e a divisão em partes iguais do dinheiro do OGE atribuído à CASA-CE resultantes das eleições gerais de 2017.

Abel Chivukuvuku acusava os líderes partidários da coligação de constantes chantagens, enquanto os partidos rotulavam o líder de abuso de poder.

Em Agosto do ano passado, o Tribunal Constitucional, em acórdão, indicava que as decisões de Abel Chivukuvuku, enquanto presidente da CASA-CE, não podem sobrepor-se aos partidos coligados, como criar novas formações dentro da coligação.

O acórdão esvaziava, também, o papel dos alegados “independentes” que integram a CASA-CE, concluindo que os mesmos não podem fazer parte do Comité Presidencial da coligação, como é o caso, por exemplo, do deputado Lindo Bernardo Tito.

Fazem ainda parte do grupo o Partido Nacional de Salvação de Angola (PNSA), Partido Nacional para o Progresso e Aliança Nacional de Angola (PDP-ANA) e o Bloco Democrático (BD), que ficou de fora da reivindicação.

Em 2017, juntou-se a coligação o Bloco Democrático (BD).

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