100 milhões de euros para água

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A União Europeia (UE) disponibilizou 100 milhões de euros para investimentos nos sectores das águas e saneamento em Angola. O montante consta de um dos quatro acordos que a UE aprovou ontem com o Executivo angolano, em Luanda.

Nos termos dos acordos, a UE vai financiar vários projectos nos sectores sociais e de governação. O sector do Ensino Superior vai ser financiado com 13 milhões de euros. Por outro lado, cinco milhões de euros vão para o projecto de Gestão de Finanças e Governação Económica, enquanto a concretização da parceria “Caminho Conjunto” conta com quatro milhões de euros.

O ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, o embaixador de Angola na Bélgica e junto da União Europeia, Georges Chikoti, e a vice-primeira-ministra da Roménia, Ana Birchall, na qualidade de representante da presidência da União Europeia, testemunharam o acto que assinalou a assinatura dos acordos.
O embaixador da União Europeia em Angola, Tomas Ulicny, disse que a assinatura dos acordos visa apoiar Angola nos seus programas de reformas económicas e sociais. O diplomata europeu disse que a assinatura do acordo de cooperação no domínio do Ensino Superior é para permitir que os jovens tenham uma formação aprofundada e criar oportunidades de emprego para os jovens.
O representante da União Europeia disse que o período de implementação vai de dois a três anos, mas acrescentou que o mesmo pode ser aumentado. O acordo sobre gestão de finanças e governação, frisou, serve para o Ministério das Finanças reforçar o sistema bancário.
O embaixador de Angola na Bélgica e junto da União Europeia disse que os acordos assinados vão permitir diversificar a economia do país. Georges Chikoti disse que a política de diversificação da economia lançada pelo Presidente João Lourenço foi muito bem recebida junto das instituições da União Europeia e da Bélgica.
“Há um maior envolvimento da União Europeia e uma maior apreciação da política do Chefe de Estado”, afirmou o diplomata angolano, sublinhando que os europeus acreditam que Angola mudou para o bem e que é importante apoiar os esforços em termos políticos, económicos e sociais.
O embaixador de Angola na Bélgica e junto da União Europeia disse que tem recebido várias solicitações de agências de comunicação que pretendem vir ao país para promover as potencialidades turísticas, agrícolas, culturais e tradicionais de Angola.
Uma das áreas em que há intenções de investimento é a diamantífera, nomeadamente a lapidação de diamantes. “Acho que agora há muitas possibilidades que podem acontecer entre a União Europeia e Angola. Precisamos de nos organizar para fazer com que tudo aquilo que estiver aberto esteja também acessível”, defendeu.
O ministro da Economia e Planeamento realçou o facto de Angola ter merecido a atenção de vários países, governos e agências internacionais, devido às reformas económicas em curso no país e ao processo de combate à corrupção, má governação e aumento da transparência. “Estes têm sido os factores de atractividade do investimento estrangeiro em Angola”, disse.
Relativamente à cooperação com a União Europeia, Pedro Luís da Fonseca deixou claro que a mesma se insere na linha da não ingerência nos assuntos internos de Angola.
“Alguma parte do esforço de reconstrução das infra-estruturas económicas e sociais tiveram lugar devido aos apoios financeiros – a fundo perdido – provenientes da União Europeia”, esclareceu o ministro, para quem a União Europeia tem merecido, da parte angolana, o reconhecimento da existência de relações a todos os níveis, baseadas numa confiança mútua e na partilha de visões.
A vice-primeira-ministra da Roménia e representante da Comissão Europeia, Ana Birchall, considerou Angola um parceiro-chave da UE em questões regionais e que têm a ver com o continente.
Ana Birchall disse que o projecto “Caminho Conjunto”, entre a União Europeia e Angola, já regista um diálogo profundo que vai além das relações tradicionais de cooperação. A dirigente romena disse que os assuntos discutidos no encontro bilateral vão ao encontro das reformas que estão a ocorrer em Angola. “Isto reflecte também os nossos interesses comuns sobre os desafios da cooperação bilateral, regional e global”, disse.

Fonte: JA/LD

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